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Ainda sobre o tema em questão, copiei o texto do Carlos Lessa, para que aqueles que não leram no Jornal Valor Economico. Nosso país é assim.
Empresa privada e o Projeto Nacional
O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período 2003-2010 (4,1%) foi inferior à média latino-americana (4,2%). A média argentina (7,5%) foi quase o dobro da brasileira. Peru, Uruguai, Venezuela, Colômbia e Paraguai tiveram médias superiores à brasileira. A comparação com os países ditos emergentes (Bric) é muito mais vergonhosa: a Rússia nos supera, com 4,8% ao ano, a Índia, com 8,2%, e a China, 10,95%, nos esmagam. Este ano, o PIB brasileiro deverá crescer cerca de 7,5%, porém havia sido negativo (0,6%) em 2009.
Não é, por conseguinte, uma verdade que a crise mundial tenha sido "uma marolinha" e que tivemos um desempenho "excepcionalmente bem-sucedido". Nossa defesa contra a crise acionou o setor bancário oficial: Banco do Brasil (BB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal (CEF) praticaram, sem a inspiração de nenhum projeto nacional, medidas pontuais meritórias.
O Brasil parece uma nau sem rumo no oceano da globalização. A crise mundial não parece ter dado indício a nenhuma mudança de rumo. Alguns produtos primários continuam tendo preços especulativos e conferiram aos Anos Lula uma bonança nas contas externas e sucesso no controle da inflação; esse resultado foi obtido sem mudança estrutural relevante.
A promessa para o futuro repousa no pré-sal, porém permanece a dúvida de nos convertermos ou não em exportadores de óleo cru. Nesse caso, a República Velha (que foi embebida em café) será recomposta em mais uma nação periférica e infeliz, de soberania curta, pasto prioritário da geopolítica imperial.
O Brasil é uma nau sem rumo no oceano da globalização. A crise não ensejou nenhuma mudança de direção
A empresa privada, no Brasil, tem um comportamento tímido em termos de ampliação de capacidade produtiva. Sendo grande e fazendo parte de um oligopólio, sua timidez engendra uma anêmica taxa de investimento produtivo e uma orientação de rentista, ou seja, procura não se endividar e ser uma aplicadora no mercado financeiro enquanto prospecta oportunidades especulativas com mercadorias, ativos financeiros e, por vezes, realiza seu sonho de assumir o controle de uma competidora ou fornecedora crítica.
Entendo sua timidez: não tem clara a percepção de um futuro maior, pois inexiste um projeto nacional; sabe da intolerância governamental com altas de um dígito na taxa de inflação; sabe que o governo utiliza o modelo de metas de inflação, o que implica em valorização do real e juros primários muito elevados (o maior do planeta). Na fração de mercado que a empresa controla, é frequente a opção por importar componentes a custos mais baixos. Por outro lado, se não for primário-produtora, se defronta com um mundo em crise, com demanda atrofiada, e selvagem competição entre produtores industriais. Confia (caso da indústria automobilística e de eletrodomésticos) no endividamento familiar não intimidável por juros e bom pagador para manter aberto o acesso aos objetos de desejo familiar.
A política econômica, monetária e fiscal sacrifica o investimento público. Para o Brasil crescer 5% ao ano, nossa taxa de investimento deveria ser de 23% a 24% do PIB. Em 2010, cresceu um pouco (de 18% para 19%), reflexo de um ano eleitoral, de uma retórica euforizante e de algum investimento público pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para 2011, a palavra de ordem da nova presidente é cautela com os gastos, e seus ministros confirmados já se declararam pelo corte parcial do PAC. Existem gigantescos restos a pagar.
A empresa privada optará pela cautela. Para umas poucas, surge a ambição de se converterem em multinacionais num mundo onde a globalização está sob suspeita, mas continua superimposta. A Vale, por exemplo, em vez de desenvolver novas províncias minerais - na Amazônia, além de Carajás existe um fantástico patrimônio mineral a ser incorporado - se move com um projeto de se converter na maior mineradora mundial. Em vez de utilizar bilateralmente seu excelente minério de ferro para obter carvão metalúrgico e desenvolver a siderurgia nacional, compra da China material ferroviário e não exige que os chineses instalem e transfiram sua tecnologia ferroviária para o Brasil. Os chineses, quando compraram aviões da Embraer, forçaram-na a abrir uma filial na China e vão "clonar" nossa tecnologia. O Grupo Gerdau se espalhou pelo mundo e centralizou uma fundação-chave na Holanda. Nosso setor de proteínas vermelhas está adquirindo filiais nos EUA. Obviamente, e plenamente autorizados pelo Banco Central, exportadores brasileiros mantêm grandes aplicações financeiras no exterior. Obviamente, de forma disfarçada, capitais brasileiros, sobretudo aqueles oriundos "de formas estranhas", navegam no mar do Caribe e se instalam em paraísos fiscais.
As questões estruturais brasileiras não estão em pauta política; não se discutem suas características, seu processo genético-constitutivo nem os modos alternativos de superação. Apesar do fracasso do neoliberalismo e da globalização "estar fazendo água", no Brasil nos movemos segundo o velho dito português "tudo como antes no Quartel de Abrantes", que qualquer empresa lê na composição ministerial da nova presidente, no hino monocórdio de condenação da balbúrdia fiscaliza e no anúncio da pré-candidatura de Lula para o período pós-Roussef.
Está certa a timidez empresarial e sua opção rentista. Isto gera um subproduto: ser tímida é imensamente rentável. Bancos, companhias distribuidoras de energia elétrica, concessionárias de estradas e líderes em ramos comerciais praticantes da venda a prestação para famílias endividadas são enormemente lucrativas. Veem com desconfiança qualquer ideia de projeto nacional e reduzem a ação do governo à gestão limitada das políticas públicas.
Carlos Lessa foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no começo do governo Lula (2003/2004)
Carlos Lessa
Fonte: Jornal Valor Econômico
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Sergio Silvestre wrote:Eu diria que é extremante importante um profissional de TI junto ao gestor. Tive várias experiências no Grupo Amil ao coordenar o desenvolvimento do sistema corporativo de contabilidade fiscal, gerencial e orçamentário. Posterior como Gestor Operacional de Novos Negócios do Grupo Amil, ao criarmos a rede de lojas Farmalife (varejo de farmácia) desenvolvemos vários sistemas com a nossa cultura e com base nos conceitos de ECR e melhores práticas de administração de CD.
Ainda em Novos Negócios, criamos um produto chamado Baby Fone onde entregávamos 3 mil pedidos por dia em até 24 horas no grande Rio com apenas 20 veículos (Kombis e Furgos). Nosso slogan era 'Se não entregar em 24 horas o cliente não paga. Todo os sistema, desde a captação no telemarketing até a roterização foi feio por mim e um excelente profissional de TI. Tudo integrado
Por esses projetos em logística de distribuição fomos parabenizados por Stan Rapp e o Paulo Fleury da Copead.
Diria que para atingir tais resultados o profissional de TI deve ter conhecimento sobre o assunto que no nosso caso alguns fizeram curso específicos sobre o tema que iria trabalhar.
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Prezados Leitores,
Nós da OMC Consultoria, temos estudado sobre a logística reversa, no sentido de como implementá-la com baixo impacto nos custos. Em pesquisa, nosso grupo de estudo, encontrou essa ação do governo muito importante, pois envolve a cadeia de suprimentos. Achamos que o assunto não foi bem divulgado e por isso achamos conveniente utilizar esse espaço da Revista Mundo Logística, para chamar a atenção dos leitores e principalmente aqueles que estão sempre constribuindo nas melhores práticas. Apesar do tempo estar curto, creio que ainda da tempo para quem desejar participar dessas ações.
Até o próximo dia 11 de novembro está disponível para consulta pública um conjunto de ações articuladas que prometem revolucionar as relações de consumo no Brasil. A proposta é do Ministério do Meio Ambiente, que pretende, para os próximos três anos, trabalhar em conjunto com diversos atores para promover mudanças em nossos padrões de produção e consumo. A justificativa é adequar a cultura de consumo aos limites físicos do planeta.
As ações previstas estão em consonância com novos marcos legais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e as resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Por isso, o PPCS (Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis) pretende promover debate entre representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para trazer à tona as possibilidades de lucro oriundas da atuação socioambiental responsável.
Da maneira como foi formulado, o PPCS abriga programas governamentais e ações do setor privado e da sociedade civil previstas e em curso, uma agenda positiva para mostrar os esforços que o governo e a sociedade estão fazendo. O Plano tem como ideia central a articulação entre as diversas iniciativas, de maneira a fomentar a mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo.
Durante o período de consulta pública, serão aceitas, que podem ser feitas por meio do site www.mma.gov.br/ppcs. Depois, as sugestões serão analisadas pelo Comitê Gestor do Plano e podem fazer parte do documento final, com previsão de ser concluído ainda este ano. Dentre os objetivos, está tornar comum o viés 'alternativo' a partir do qual é encarado o consumo consciente atualmente.
Após a conclusão, serão selecionadas seis prioridades para o primeiro ciclo. A previsão é que seja implementado ao longo de três anos, entre 2011 e 2013. As prioridades iniciais são: educação para o consumo sustentável, construções sustentáveis, A3P (agenda ambiental na administração pública), varejo e consumo sustentáveis, compras públicas sustentáveis e aumento da reciclagem de resíduos sólidos.
A Consulta Pública do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis pode ser feita por meio do site www.mma.gov.br/ppcs. O e-mail do programa é ppcs@mma.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fonte: MMA
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Prezado André,
Temos ferramentas e excelentes resultados nessa área. Podemos agendar um encontro em sua empresa sem compromisso. Entre em contato com Otacílio Moreira (21) 9999-0048 ou otacilio.moreira@omcconsult.com.br
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(1) Como o governo pode contribuir na qualidade e eficiência da logística?
Investindo em infraestrutura. Mas investir em infraestrutura significa envolver também o governo federal, visto que as rodovias, portos, aeroportos e ferrovias que integram o país são de responsabilidade do governo federal. Bom, aí começam os problemas. Sem entrar no polêmico assunto de política brasileira, diria que falta um plano diretor que seja maior que a vaidade e interesse de políticos e partidos. Antes do Plano Real, as candidaturas baseavam-se em plano mirabolantes para fazer do Brasil uma economia estável. Hoje, nenhum partido arrisca ou deseja mudar a política econômica, pois seria um grande risco. Então, o que resta? Resta em primeiro lugar diminuir o tamanho do estado o que acarretaria de imediato uma expressiva redução das despesas e gastos do governo, podendo assim reduzir a carga tributária. Em seguida, elaborar um plano diretor envolvendo o governo central e os estados para os próximos 10 anos. Plano que nenhum governante poderia deixá-lo de executar, inclusive empenhando os recursos nos respectivos orçamentos. E por fim gerar emprego, salário e uma aposentadoria privada mais digna como a dos funcionários públicos paga por nós trabalhadores da iniciativa privada.
(2) As indústrias brasileiras estão satisfeitas com o atual sistema político?
Tudo indica que o empresariado brasileiro está satisfeito com o atual sistema político, visto que nenhuma entidade que os representam questiona com veemência as carências deixadas pelos governos.
(3) Quantos reais são perdidos por ano? A falta de infraestrutura e qualidade nas estradas nacionais contribuem na qualidade de serviços?
Considerando que a estatística nunca foi um forte no país, fica difícil estimar com precisão o quanto se perde por ano, mas é na casa dos bilhões de reais. Veja por exemplo, o custo com pneus das transportadoras e manutenção dos veículos. Por isso que o frete está sempre subindo. Quem não consegue repassar os custos quebra.
(4) O que precisa ser mudado?
Precisa mudar em muitas coisas, principalmente aprender a votar e cobrar dos políticos quando não cumprirem suas promessas. As entidades de classes empresariais, de profissionais e dos empregados deixarem de se comprometer com políticos ou ficar trocando favores individuais e não coletivos.
Veja por exemplo, o porquê a inflação não reduz no Brasil? Porque ela teima em crescer? Para entendermos um pouco sobre o que ocorre no Brasil eu diria o seguinte:
Acompanhando a economia internacional, vejo que a inflação nos países do primeiro mundo é baixa em relação ao Brasil, bem como os juros. Por exemplo, no Japão o consumo é muito grande e nem por isso a inflação dispara e desde 2009 ela é negativa. Nos EUA, a ?Meca? do consumo não gera inflação como no Brasil, os preços são estáveis.
No Brasil, qualquer aumento do poder aquisitivo gera aumento de preços. Por isso? Como pode haver aumentos significativos de preços ante a uma moeda estável e forte frente ao dólar?
Como explicar aumentos de preços no Brasil? Seria uma mania dos empresários aumentar preço em vez de volume de vendas? O que ocorre?
Na verdade, em uma economia onde o oligopólio diferenciado comanda, explicam-se, em parte, aumentos de preços. Uma economia com graves estrangulamentos estruturais (serviços básicos, por ex., o transporte rodoviário é o alicerce central para cargas). Uma economia, onde o Estado, sendo um mamute de ineficiência face à elevada carga impositiva que extrai da sociedade, tende a gerar, juntamente com as deficiências estruturais, enormes deseconomias externas para o setor produtivo, em particular. No caso das estradas, por exemplo, de 2004 a 2009 o governo já arrecadou R$ 47,8 milhões com a CIDE, o suficiente para reformar todas as estradas federais e abrir outras e reduzir a tarifa de pedágio, praticando uma melhor gestão na PPP - Parceria Público Privado ou simplesmente terminar essa ?boquinha?.
Numa economia, em que a demanda agregada, na visão do BACEN, é a variável a ser controlada via taxa real de juros, sem contrapartida da política fiscal (para não financiar o déficit fiscal com emissão monetária, o Governo usa o endividamento.... com isto competindo com o setor privado, fazendo com que o juro real no Brasil seja uma coisa absurda (aliás, uma bela pergunta: por que o juro é tão aberrante por estas bandas?), tende a acarretar dois paradoxos: de um lado, a política monetária é o instrumento básico para as metas da inflação, como regulagem das expectativas (racionais a la Lucas?); por outro lado, como o Governo expande seus gastos, teoricamente é o "multiplicador keynesiano" não o de Haavelmo que funciona. Ou seja, a política monetária, via juro real, intenta cumprir as metas inflacionárias, a política fiscal expande os gastos públicos e, por tabela, o crédito para o consumo privado. Se a oferta agregada, no longo prazo, vai ser dependente dos investimentos (para novas capacidades), no curto prazo, a utilização da capacidade nem sempre pode atender satisfatoriamente a demanda por matérias primas/bens intermediários: pelas questões levantadas no inicio e pelo poder de compra adicionalmente criado pela expansão creditícia.
Para certas faixas consumistas, no caso brasileiro, é o "tamanho do bolso" para caber às prestações, não o juro real (absurdo) que define a compra final. Afinal, "acumulai", "acumulai" no dizer de Marx, no capitalismo globalizado, "consumi", "consumi" é a Lei dos Profetas. Dada "destruição criadora" schumpeteriana, não se admire da forma como se comportam as "majors" produtivas. Para as mini, pequenas e até mesmo medias empresas, a estrutura do mercado (dada pelo oligopólio diferenciado: qual a razão de se escolher um "Gol" ou um "Palio", "Schincariol" ou "Skol", "Sony" ou "LG", "Brastemp" ou "Eletrolux"...?). Ressalta-se aqui, o absurdo das práticas dos fabricantes de cervejas e refrigerantes ao pagarem aos bares e restaurante para serem exclusivos. De um lado a força do poder econômico do outro o desrespeito com os clientes que bares e restaurantes impõem ao consumidor. Mai uma vez a força do oligopólio.
Vocês acham que o consumo explosivo de tvs lcds, de celulares, de refrigerantes, de iogurtes, de micros, etc. se refere, apenas, ao que entra nos lares das "classes" A e B? Disse o nosso Iluminado Lula.
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Prezado Lupércio e demais leitores,
Gostaria de salientar que trabalho desde 1974, e desde então ouço a palavra crise ao longo desses 36 anos. Gostaria de lembrar que a economia é dinâmica e como tal vive ciclos positivos e negativos e sem planejamento fica impossível passar pela tormentas e calmarias.
Em paralelo, vejo os países da Ásia darem grandes saltos econômicos. Principalmente, aqueles países que passaram pelas guerras entre a década de 60 e 70. Agora vemos a China crescer via concorrência predatória, não paga royalties, baixa tributação, zero de encargos sociais e carga de trabalho excessiva não recomendada pela organização mundial do trabalho. Invande nosso país com quinquilharias, produtos de baixa qualidade e pirataria, contribuindo para o fechando várias indústrias, pequenos e médios comércios. E todos assistem a tudo isso sem mover uma palha. Onde está as Condeferações das Indústrias e do Comércio? Onde está o Governo? Como bem colocou, falta a nossos empresários coragem e mudança de atitude. Atitude de investir e atitude em cobrar dos governantes. Sair da dependência do Governo ou ficar aguardando incentivos fiscais. Empresários e diretores precisam sair da zona de conforto urgente para que nosso país mude, mude de cultura.
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As empresas estão sofrendo fortes pressões a cada ano, dando a impressão de que o mundo é cada vez menor. A competitividade, as inovações tecnológicas e a busca frenética por redução de custos tem sido uma constante no dia-a-dia das empresas. Desses três requisitos, a redução de custo é a mais próxima tangível de ações e resultados no curtíssimo prazo, para obter competitividade. Mesmo assim, temos que responder as seguintes perguntas:
> Aonde identificar as oportunidades para a redução de custo sem afetar a operação do negócio?
> Como fazer, se as empresas estão com seus quadros de funcionários enxutos?
> Quem tem tempo para analisar os gap?s?
Podemos começar essa análise sumária pelo organograma, por exemplo. Algumas áreas da empresa até então despercebidas ou de pouca evidência na Cadeia de Valor, passaram de elementos, digamos, figurativos para coadjuvante no processo como a Manutenção e o Almoxarifado de MRO (Manutenção, Reparo e Operações). É claro que isso ocorreu em função dos conceitos da Administração por Processo e da Cadeia de Suprimentos. A partir dessa nova visão, pode-se identificar o papel de cada área no centro de negócio, ou core business. E é por isso, que muitos autores afirmam que a Cadeia de Suprimentos é formada por elos em vez de áreas, enfatizando dessa forma figurativamente a importância e o comprometimento de todos ao longo do processo como uma corrente. Basta à ruptura de um elo para estar mais longe das metas e resultados.
Na busca frenética por redução de custo ao longo da cadeia de suprimentos, as empresas perceberam que alguns elos não tinham acompanhado os ditos, principais elos (na antiga visão departamental) em tecnologia e na qualificação de pessoal. Isso propiciou um hiato dentro da própria empresa, como mencionado no parágrafo anterior (elos Manutenção e o Almoxarifado de MRO). Fato que temos constatado inclusive em empresas de primeira classe no Brasil.
Entretanto, os problemas desses elos, já vinham sendo constatados pela Associação Brasileira de Manutenção ? ABRAMAN, há muitos anos atrás, mas pouco se fez ou quase nada. Essa negligência, talvez possa ser atribuída ao período conjuntural passado no Brasil, que chamamos de ciclo financeiro. Nesse período as gestões das empresas foram puramente financeiras cujo resultado foi de encobrir as ineficiências e a desestruturação organizacional onde se eliminou alguns elos como o Setor de Custo, em muitas empresas.
Na edição de novembro de 2007, a Revista NEI publicou parte da pesquisa elaborada pela ABRAMAN, com o título: Quanto custa e como é a manutenção no Brasil 2007, onde apresentamos no quadro abaixo a relação custo total com manutenção sobre o faturamento bruto. É realmente assustador e preocupante o quanto se desperdiça no Brasil. Pedimos inclusive aos leitores para lerem o artigo, bem como a sua divulgação na empresa.
Em função disso, a OMC Consult vem atuando e analisando todos os elos da cadeia de suprimentos e identificando oportunidades de melhorias em processos onde muitos continuam a ver como problemas. Há 5 anos, preocupada com os métodos de gestão de estoque de MRO até então vigentes, a OMC Consult percebeu que as métricas utilizadas não são mais eficazes. Os sistemas ERPs, por exemplo, em seus algoritmos de gestão da reposição dos estoques trabalham com 4 características: Abordagem puxada ou empurrada, Dinâmico, Parametrizável e Modular. No caso da gestão do estoque de MRO utiliza-se a característica parametrizável, onde o funcionamento deste depende da definição de alguns algoritmos. Esses algoritmos demandam uma elaboração mais trabalhada quando se deseja alterar o comportamento dos parâmetros, ou seja, da reposição de cada item ou grupo de itens.
Ora, grande parte do custo de manutenção se encontra em material e esse custo varia em função da atividade industrial. Indústrias intensivas como a de mineração, siderurgia, metalurgia, automotiva, química, petróleo, petroquímica, energia elétrica, alimentos, bebidas e cimento os custos com materiais podem representar até 99% na composição do custo total de manutenção.
Segundo a Abraman, o custo de manutenção representa 3,89% do faturamento das empresas, então precisamos fazer alguma coisa urgentemente.
No entanto, os valores em estoque de MRO, geralmente passam despercebidos nos balanços patrimoniais, ora aparece no Ativo Circulante, conta Estoque, ora no Ativo Não Circulante, provocando certa miopia dos gestores. Mas é aqui que começa o principal problema. Analisando os balanços de 2009 no site da CVM constatamos os seguintes valores em estoque de MRO em algumas empresas de destaque: (Valores em R$ mil)
Petrobras R$189.618; Brasken R$29.273; Vale R$1.901; Ambev R$251.181; Camargo Correia Cimentos R$43.572; Açúcar Guarani¹ R$19.764; Nadir Figueiredo R$14.286; Cosan Alimentos R$32.169: Forjas Taurus R$13.771; Cia Ind. Cataguases R$5.605; Aços Villares R$ 12.840; Buettner R$1.207; Gerdau R$1.058.746; Embraer R$151.115; Klabin R$85.411; Gol² R$98.744; Suzano R$209.909; TAM R$278.498; Light R$14.369; Ferrovia Centro-Atlantica R$63.109; Cemig Distribuição R$4.445.059; MRS Logística R$64.338; Cemig Transmissão R$7.214.392 e Natura R$16.503
(Fonte: CVM ? Comissão de Valores Mobiliários - ¹Balanço em 31/03/2009; ²Valor inclui material de consumo)
Uma siderúrgica, por exemplo, que produza em torno de 500 mil toneladas/ano tem um estoque de MRO em torno de R$ 30 milhões. Será que esse nível de estoque garante a operação da cadeia produtiva? E se faltar um rolamento de um processo crítico e paralisar a produção por um dia ou mais? A resposta a essas perguntas é: não. Não, em função do que a OMC Consult tem vivenciado.
Com a metodologia desenvolvida pelos consultores da OMC, conseguiu-se adequar o nível de estoque, tratando cada item particularmente, garantido dessa forma a Confiabilidade em Estoque, sem correr riscos de parar a produção com consequências no faturamento, bem como levando em consideração as políticas de QSMSRS e alinhada principalmente a Manutenção Centrada na Confiabilidade. Esse método faz um ajustamento confiável e mais realístico em relação a outros métodos ao mesmo tempo em que reduz o estoque em pelos menos 10% em empresas que possuem gestão tradicional. E mais, consegue reduzir o volume de urgências junto a Compras, liberando o comprador para funções mais nobres. Além disso, nossa experiência mostra também, que nesses estoques conseguimos descartar entre 5% a 10% de itens obsoletos e danificados devido à conservação não adequada. E esses resultados têm sido apurados em empresas bem administradas.
Outras atividades econômicas críticas, que carecem de projeto como esse são os hospitais e as operações aeroportuárias. Imaginem uma parada num porto ou aeroporto por quebra de um equipamento de movimentação ou geração de energia. Ou, ainda no meio de uma cirurgia.
Para que sua empresa resolva esse problema e ganhe mais competitividade e redução de custos sem riscos de rompimento dos elos Manutenção e Almoxarifado de MRO e principalmente afetar o faturamento, apresentamos o projeto de Estratégia em Gestão de Estoque Confiável, que se divide em 3 subprojetos seqüenciais:
1. Gestão de Estoque Confiável
2. Inventário Cíclico Crítico
3. Sourcing Estratégico de Compras
O primeiro redimensiona cada item do estoque, analisando sua função, lead time, preservação e a reparametrização do Sistema ERP. O Inventário Cíclico Crítico monitora: a acurácia, a preservação, valida os fluxos de informações (físico e sistêmico) e foca no que é crítico. O Sourcing Estratégico de Compras desenvolve modelos ousados de abastecimento em um novo modelo de parceria com os fornecedores.
Esse projeto depois de implantado pode propicia uma redução em média de 30%, redução esta que depende da atividade industrial e da forma em a empresa optará na comercialização com os fornecedores.
OMC Consultoria
Telefone (21) 2237-7987
Contato: silvestre@omcconsult.com.br
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Considerando a máxima, que se aprende com os erros cometidos, ou ainda, que a história proporciona um aprendizado e aperfeiçoamento da humanidade.
Então, nesse contexto, o que as empresas não financeiras devem aprender sobre aplicações financeiras de risco?
Considerando que o objetivo principal de uma organização industrial e/ou comercial é auferir lucro na produção e comercialização de bens materiais, então, porque arriscar a solidez da organização aplicando os resultados operacionais em mercados de riscos, como os derivativos ou subprimer?
Por quê arriscar fora do seu core business?
A organizações deveriam adotar aplicações somente ortodoxias, ou seja, em CDB?s e CDI?s?
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É nítido que o avanço do conceito de cadeia de suprimentos aumenta significativamente o poder na estrutura organizacional das empresas, principalmente no segmento da industria e comércio de bens de consumo. Por outro lado, é nítido que ao aplicar essa configuração, existe uma diminuição de cargos e principalmente de poder no topo da pirâmide.
Gostaria de saber a opinião sobre o assunto. Quais as resistências que existem hoje nas empresas para implantarem o conceito full de cadeia de suprimentos sob uma ínica regência?
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Eu diria que é extremante importante um profissional de TI junto ao gestor. Tive várias experiências no Grupo Amil ao coordenar o desenvolvimento do sistema corporativo de contabilidade fiscal, gerencial e orçamentário. Posterior como Gestor Operacional de Novos Negócios do Grupo Amil, ao criarmos a rede de lojas Farmalife (varejo de farmácia) desenvolvemos vários sistemas com a nossa cultura e com base nos conceitos de ECR e melhores práticas de administração de CD.
Ainda em Novos Negócios, criamos um produto chamado Baby Fone onde entregávamos 3 mil pedidos por dia em até 24 horas no grande Rio com apenas 20 veículos (Kombis e Furgos). Nosso slogan era 'Se não entregar em 24 horas o cliente não paga. Todo os sistema, desde a captação no telemarketing até a roterização foi feio por mim e um excelente profissional de TI. Tudo integrado
Por esses projetos em logística de distribuição fomos parabenizados por Stan Rapp e o Paulo Fleury da Copead.
Diria que para atingir tais resultados o profissional de TI deve ter conhecimento sobre o assunto que no nosso caso alguns fizeram curso específicos sobre o tema que iria trabalhar.
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