RevistaMundoLogística
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A primeira carga é de açúcar, transportado de Araraquara para Santos, com destino ao Egito.
A Coimex Trading está utilizando, pela primeira vez, a via férrea para transportar açúcar. A operação começou no dia 6 de outubro e transportará até o fim do mês, de Araraquara a Santos, 8 mil toneladas do produto, que será embarcado para o Egito.
A estimativa da Coimex Trading é transportar, até abril de 2009, quando se encerra o ano/safra, aproximadamente 40 mil toneladas de açúcar pelo modal ferroviário. Para o próximo ano/safra, a previsão é elevar a quantidade para cerca de 200 mil toneladas.
Para o armazenamento e transporte da carga, a Coimex Trading contou com o apoio da Ceagesp - empresa que possui uma grande rede de armazéns no interior de São Paulo - e da ALL, a maior operadora de transporte ferroviário da América Latina.
A empresa já utilizou a via férrea há alguns anos para o transporte de soja a granel. O uso desse meio proporciona uma série de vantagens. "É possível carregar os produtos em grande escala, maximizando o fluxo logístico, reduzindo custos de frete e desafogando o número de caminhões nas estradas de acesso ao porto de Santos", explica Sergio Wanderley, diretor da unidade de Açúcar da empresa.
Há, ainda, a possibilidade de esse tipo de transporte ser usado para outros produtos, como o etanol. Porém, segundo Sergio Wanderley, isso exigirá mais investimentos da empresa, principalmente na construção de vagões-tanques. "Para grandes volumes de etanol e de açúcar, será cada vez mais necessária a utilização de outros modais logísticos, sejam eles dutoviários e ferroviários - no caso do etanol - ou ferroviário e hidroviário, no caso do açúcar", explicou.
Atualmente, o Brasil utiliza o transporte por trens para a distribuição de combustíveis no mercado interno. Os investimentos das tradings em ferrovias começaram em 2004, com ativos de armazenagem e logística. No caso da Coimex Trading, a meta inicial é desenvolver parcerias com armazéns e operadores, para maximizar as operações, sem a necessidade de imobilizar ativos.
O diretor ressalta ainda que as condições das rodovias brasileiras, a expansão da fronteira agrícola - que aumenta as distâncias entre os produtores e o destino final da carga - e as dificuldades de acesso aos principais portos acarretam problemas e perdas operacionais no processo de exportação de commodities.
Para o executivo, uma das soluções para parte desses problemas é a utilização de modais que possuem capacidade de movimentar grandes volumes de cargas a preços reduzidos: "grandes empresas têm buscado a otimização logística de suas operações. A Coimex Trading, a partir de 2008, entrou definitivamente no rol dessas empresas", completa.
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