| Autor |
Mensagem |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 05/09/2010 15:59:42
|
designer
Membro desde: 05/09/2010 15:23:42
Mensagens: 6
Localização: Feira de Santana
Offline
|
(1) Como o governo pode contribuir na qualidade e eficiência da logística?
(2) As indústrias brasileiras estão satisfeitas com o atual sistema político?
(3) Quantos reais são perdidos por ano? A falta de infraestrutura e qualidade nas estradas nacionais contribuem na qualidade de serviços?
(4) O que precisa ser mudado?
|
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 14/09/2010 18:51:30
|
Sergio Silvestre
![[Avatar]](/images/avatar/e2ef524fbf3d9fe611d5a8e90fefdc9c.jpg)
Membro desde: 15/02/2009 19:04:44
Mensagens: 10
Localização: Rio de Janeiro
Offline
|
(1) Como o governo pode contribuir na qualidade e eficiência da logística?
Investindo em infraestrutura. Mas investir em infraestrutura significa envolver também o governo federal, visto que as rodovias, portos, aeroportos e ferrovias que integram o país são de responsabilidade do governo federal. Bom, aí começam os problemas. Sem entrar no polêmico assunto de política brasileira, diria que falta um plano diretor que seja maior que a vaidade e interesse de políticos e partidos. Antes do Plano Real, as candidaturas baseavam-se em plano mirabolantes para fazer do Brasil uma economia estável. Hoje, nenhum partido arrisca ou deseja mudar a política econômica, pois seria um grande risco. Então, o que resta? Resta em primeiro lugar diminuir o tamanho do estado o que acarretaria de imediato uma expressiva redução das despesas e gastos do governo, podendo assim reduzir a carga tributária. Em seguida, elaborar um plano diretor envolvendo o governo central e os estados para os próximos 10 anos. Plano que nenhum governante poderia deixá-lo de executar, inclusive empenhando os recursos nos respectivos orçamentos. E por fim gerar emprego, salário e uma aposentadoria privada mais digna como a dos funcionários públicos paga por nós trabalhadores da iniciativa privada.
(2) As indústrias brasileiras estão satisfeitas com o atual sistema político?
Tudo indica que o empresariado brasileiro está satisfeito com o atual sistema político, visto que nenhuma entidade que os representam questiona com veemência as carências deixadas pelos governos.
(3) Quantos reais são perdidos por ano? A falta de infraestrutura e qualidade nas estradas nacionais contribuem na qualidade de serviços?
Considerando que a estatística nunca foi um forte no país, fica difícil estimar com precisão o quanto se perde por ano, mas é na casa dos bilhões de reais. Veja por exemplo, o custo com pneus das transportadoras e manutenção dos veículos. Por isso que o frete está sempre subindo. Quem não consegue repassar os custos quebra.
(4) O que precisa ser mudado?
Precisa mudar em muitas coisas, principalmente aprender a votar e cobrar dos políticos quando não cumprirem suas promessas. As entidades de classes empresariais, de profissionais e dos empregados deixarem de se comprometer com políticos ou ficar trocando favores individuais e não coletivos.
Veja por exemplo, o porquê a inflação não reduz no Brasil? Porque ela teima em crescer? Para entendermos um pouco sobre o que ocorre no Brasil eu diria o seguinte:
Acompanhando a economia internacional, vejo que a inflação nos países do primeiro mundo é baixa em relação ao Brasil, bem como os juros. Por exemplo, no Japão o consumo é muito grande e nem por isso a inflação dispara e desde 2009 ela é negativa. Nos EUA, a ?Meca? do consumo não gera inflação como no Brasil, os preços são estáveis.
No Brasil, qualquer aumento do poder aquisitivo gera aumento de preços. Por isso? Como pode haver aumentos significativos de preços ante a uma moeda estável e forte frente ao dólar?
Como explicar aumentos de preços no Brasil? Seria uma mania dos empresários aumentar preço em vez de volume de vendas? O que ocorre?
Na verdade, em uma economia onde o oligopólio diferenciado comanda, explicam-se, em parte, aumentos de preços. Uma economia com graves estrangulamentos estruturais (serviços básicos, por ex., o transporte rodoviário é o alicerce central para cargas). Uma economia, onde o Estado, sendo um mamute de ineficiência face à elevada carga impositiva que extrai da sociedade, tende a gerar, juntamente com as deficiências estruturais, enormes deseconomias externas para o setor produtivo, em particular. No caso das estradas, por exemplo, de 2004 a 2009 o governo já arrecadou R$ 47,8 milhões com a CIDE, o suficiente para reformar todas as estradas federais e abrir outras e reduzir a tarifa de pedágio, praticando uma melhor gestão na PPP - Parceria Público Privado ou simplesmente terminar essa ?boquinha?.
Numa economia, em que a demanda agregada, na visão do BACEN, é a variável a ser controlada via taxa real de juros, sem contrapartida da política fiscal (para não financiar o déficit fiscal com emissão monetária, o Governo usa o endividamento.... com isto competindo com o setor privado, fazendo com que o juro real no Brasil seja uma coisa absurda (aliás, uma bela pergunta: por que o juro é tão aberrante por estas bandas?), tende a acarretar dois paradoxos: de um lado, a política monetária é o instrumento básico para as metas da inflação, como regulagem das expectativas (racionais a la Lucas?); por outro lado, como o Governo expande seus gastos, teoricamente é o "multiplicador keynesiano" não o de Haavelmo que funciona. Ou seja, a política monetária, via juro real, intenta cumprir as metas inflacionárias, a política fiscal expande os gastos públicos e, por tabela, o crédito para o consumo privado. Se a oferta agregada, no longo prazo, vai ser dependente dos investimentos (para novas capacidades), no curto prazo, a utilização da capacidade nem sempre pode atender satisfatoriamente a demanda por matérias primas/bens intermediários: pelas questões levantadas no inicio e pelo poder de compra adicionalmente criado pela expansão creditícia.
Para certas faixas consumistas, no caso brasileiro, é o "tamanho do bolso" para caber às prestações, não o juro real (absurdo) que define a compra final. Afinal, "acumulai", "acumulai" no dizer de Marx, no capitalismo globalizado, "consumi", "consumi" é a Lei dos Profetas. Dada "destruição criadora" schumpeteriana, não se admire da forma como se comportam as "majors" produtivas. Para as mini, pequenas e até mesmo medias empresas, a estrutura do mercado (dada pelo oligopólio diferenciado: qual a razão de se escolher um "Gol" ou um "Palio", "Schincariol" ou "Skol", "Sony" ou "LG", "Brastemp" ou "Eletrolux"...?). Ressalta-se aqui, o absurdo das práticas dos fabricantes de cervejas e refrigerantes ao pagarem aos bares e restaurante para serem exclusivos. De um lado a força do poder econômico do outro o desrespeito com os clientes que bares e restaurantes impõem ao consumidor. Mai uma vez a força do oligopólio.
Vocês acham que o consumo explosivo de tvs lcds, de celulares, de refrigerantes, de iogurtes, de micros, etc. se refere, apenas, ao que entra nos lares das "classes" A e B? Disse o nosso Iluminado Lula.
|
Sergio Silvestre Teixeira
OMC Consult
www.omcconsult.com.br
silvestre@omcconsult.com.br
(21) 8273-9214 |
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 17/12/2010 18:47:37
|
designer
Membro desde: 05/09/2010 15:23:42
Mensagens: 6
Localização: Feira de Santana
Offline
|
Olá Sérgio,
Obrigado pelo retorno. Muito esclarecedor as suas análises. Estou ciente , estamos afinal, que por anos o empresário brasileiro vem solicitando melhorias no atual sistema político que administra estradas, e recursos para o setor logístico.
" O empresário brasileiro está SATISFEITO? ". Melhor termo usado seria: "ACOMODADO". Recentemente o Jornal da Globo apresentou uma matéria interessante sobre CUSTOS , e a DINÂMICA dos transportes.
A reportagem foi comparativa!
Grãos nos EUA X Grãos no BRA. Quem gasta mais? Quem lucra mais? E o Brasil, como sempre: PERDENDO. Mesmo com tanta tecnologia!
Tecnologia basta? Sabemos que muitos fatores INFLUENCIAM positivamente ou negativamente na gestão da logística de transportes. E a maioria desses são de cunho ADMINISTRATIVO.
Vale ressaltar que a LOGÍSTICA é uma multi ciência. Está presente praticamente em todos os setores: indústrias , e serviços.
Resta saber aonde está o "ruído" que abala a harmonia do setor LOGÍSTICO. Pelo menos alguns deles. Tenho certeza que encontrar o ponto "G" é o princípio. O fim é ainda uma grande incógnita.
"E agora josé?"
Muito obrigado
Leonardo S
Estudante de Logística da UNIVERSIDADE SALVADOR
leonardo.logistica@unifacs.edu.br
This message was edited 1 time. Last update was at 20/12/2010 01:19:04
|
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 20/12/2010 01:16:08
|
designer
Membro desde: 05/09/2010 15:23:42
Mensagens: 6
Localização: Feira de Santana
Offline
|
designer wrote:Olá Sérgio,
Obrigado pelo retorno. Muito esclarecedor as suas análises. Estou ciente , estamos afinal, que por anos o empresário brasileiro vem solicitando melhorias no atual sistema político que administra estradas, e recursos para o setor logístico.
" O empresário brasileiro está SATISFEITO? ". Melhor termo usado seria: "ACOMODADO". Recentemente o Jornal da Globo apresentou uma matéria interessante sobre CUSTOS , e a DINÂMICA dos transportes.
A reportagem foi comparativa!
Grãos nos EUA X Grãos no BRA. Quem gasta mais? Quem lucra mais? E o Brasil, como sempre: PERDENDO. Mesmo com tanta tecnologia!
Tecnologia basta? Sabemos que muitos fatores INFLUENCIAM positivamente ou negativamente na gestão da logística de transportes. E a maioria desses são de cunho ADMINISTRATIVO.
Vale ressaltar que a LOGÍSTICA é uma multi ciência. Está presente praticamente em todos os setores: indústrias , e serviços.
Resta saber aonde está o "ruído" que abala a harmonia do setor LOGÍSTICO. Pelo menos alguns deles. Tenho certeza que encontrar o ponto "G" é o princípio. O fim é ainda uma grande incógnita.
"E agora josé?"
Muito obrigado
Leonardo S
Estudante de Logística da UNIVERSIDADE SALVADOR
leonardo.logistica@unifacs.edu.br
|
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 20/12/2010 01:20:30
|
designer
Membro desde: 05/09/2010 15:23:42
Mensagens: 6
Localização: Feira de Santana
Offline
|
Sergio Silvestre wrote:(1) Como o governo pode contribuir na qualidade e eficiência da logística?
Investindo em infraestrutura. Mas investir em infraestrutura significa envolver também o governo federal, visto que as rodovias, portos, aeroportos e ferrovias que integram o país são de responsabilidade do governo federal. Bom, aí começam os problemas. Sem entrar no polêmico assunto de política brasileira, diria que falta um plano diretor que seja maior que a vaidade e interesse de políticos e partidos. Antes do Plano Real, as candidaturas baseavam-se em plano mirabolantes para fazer do Brasil uma economia estável. Hoje, nenhum partido arrisca ou deseja mudar a política econômica, pois seria um grande risco. Então, o que resta? Resta em primeiro lugar diminuir o tamanho do estado o que acarretaria de imediato uma expressiva redução das despesas e gastos do governo, podendo assim reduzir a carga tributária. Em seguida, elaborar um plano diretor envolvendo o governo central e os estados para os próximos 10 anos. Plano que nenhum governante poderia deixá-lo de executar, inclusive empenhando os recursos nos respectivos orçamentos. E por fim gerar emprego, salário e uma aposentadoria privada mais digna como a dos funcionários públicos paga por nós trabalhadores da iniciativa privada.
(2) As indústrias brasileiras estão satisfeitas com o atual sistema político?
Tudo indica que o empresariado brasileiro está satisfeito com o atual sistema político, visto que nenhuma entidade que os representam questiona com veemência as carências deixadas pelos governos.
(3) Quantos reais são perdidos por ano? A falta de infraestrutura e qualidade nas estradas nacionais contribuem na qualidade de serviços?
Considerando que a estatística nunca foi um forte no país, fica difícil estimar com precisão o quanto se perde por ano, mas é na casa dos bilhões de reais. Veja por exemplo, o custo com pneus das transportadoras e manutenção dos veículos. Por isso que o frete está sempre subindo. Quem não consegue repassar os custos quebra.
(4) O que precisa ser mudado?
Precisa mudar em muitas coisas, principalmente aprender a votar e cobrar dos políticos quando não cumprirem suas promessas. As entidades de classes empresariais, de profissionais e dos empregados deixarem de se comprometer com políticos ou ficar trocando favores individuais e não coletivos.
Veja por exemplo, o porquê a inflação não reduz no Brasil? Porque ela teima em crescer? Para entendermos um pouco sobre o que ocorre no Brasil eu diria o seguinte:
Acompanhando a economia internacional, vejo que a inflação nos países do primeiro mundo é baixa em relação ao Brasil, bem como os juros. Por exemplo, no Japão o consumo é muito grande e nem por isso a inflação dispara e desde 2009 ela é negativa. Nos EUA, a ?Meca? do consumo não gera inflação como no Brasil, os preços são estáveis.
No Brasil, qualquer aumento do poder aquisitivo gera aumento de preços. Por isso? Como pode haver aumentos significativos de preços ante a uma moeda estável e forte frente ao dólar?
Como explicar aumentos de preços no Brasil? Seria uma mania dos empresários aumentar preço em vez de volume de vendas? O que ocorre?
Na verdade, em uma economia onde o oligopólio diferenciado comanda, explicam-se, em parte, aumentos de preços. Uma economia com graves estrangulamentos estruturais (serviços básicos, por ex., o transporte rodoviário é o alicerce central para cargas). Uma economia, onde o Estado, sendo um mamute de ineficiência face à elevada carga impositiva que extrai da sociedade, tende a gerar, juntamente com as deficiências estruturais, enormes deseconomias externas para o setor produtivo, em particular. No caso das estradas, por exemplo, de 2004 a 2009 o governo já arrecadou R$ 47,8 milhões com a CIDE, o suficiente para reformar todas as estradas federais e abrir outras e reduzir a tarifa de pedágio, praticando uma melhor gestão na PPP - Parceria Público Privado ou simplesmente terminar essa ?boquinha?.
Numa economia, em que a demanda agregada, na visão do BACEN, é a variável a ser controlada via taxa real de juros, sem contrapartida da política fiscal (para não financiar o déficit fiscal com emissão monetária, o Governo usa o endividamento.... com isto competindo com o setor privado, fazendo com que o juro real no Brasil seja uma coisa absurda (aliás, uma bela pergunta: por que o juro é tão aberrante por estas bandas?), tende a acarretar dois paradoxos: de um lado, a política monetária é o instrumento básico para as metas da inflação, como regulagem das expectativas (racionais a la Lucas?); por outro lado, como o Governo expande seus gastos, teoricamente é o "multiplicador keynesiano" não o de Haavelmo que funciona. Ou seja, a política monetária, via juro real, intenta cumprir as metas inflacionárias, a política fiscal expande os gastos públicos e, por tabela, o crédito para o consumo privado. Se a oferta agregada, no longo prazo, vai ser dependente dos investimentos (para novas capacidades), no curto prazo, a utilização da capacidade nem sempre pode atender satisfatoriamente a demanda por matérias primas/bens intermediários: pelas questões levantadas no inicio e pelo poder de compra adicionalmente criado pela expansão creditícia.
Para certas faixas consumistas, no caso brasileiro, é o "tamanho do bolso" para caber às prestações, não o juro real (absurdo) que define a compra final. Afinal, "acumulai", "acumulai" no dizer de Marx, no capitalismo globalizado, "consumi", "consumi" é a Lei dos Profetas. Dada "destruição criadora" schumpeteriana, não se admire da forma como se comportam as "majors" produtivas. Para as mini, pequenas e até mesmo medias empresas, a estrutura do mercado (dada pelo oligopólio diferenciado: qual a razão de se escolher um "Gol" ou um "Palio", "Schincariol" ou "Skol", "Sony" ou "LG", "Brastemp" ou "Eletrolux"...?). Ressalta-se aqui, o absurdo das práticas dos fabricantes de cervejas e refrigerantes ao pagarem aos bares e restaurante para serem exclusivos. De um lado a força do poder econômico do outro o desrespeito com os clientes que bares e restaurantes impõem ao consumidor. Mai uma vez a força do oligopólio.
Vocês acham que o consumo explosivo de tvs lcds, de celulares, de refrigerantes, de iogurtes, de micros, etc. se refere, apenas, ao que entra nos lares das "classes" A e B? Disse o nosso Iluminado Lula.
|
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 14/01/2011 09:18:16
|
Oziel Emeric
Membro desde: 14/01/2011 08:47:29
Mensagens: 4
Offline
|
1. Investindo em profissionais que estão escassos
2. Quem é dono tem uma visão diferente de quem administra ou gerencia. Para as empresa sim mas a realizade hoje é outra.
3. Estas são uma das palavras chave: INFRAESTRUTURA e QUALIDADE. Imagine você sentado numa mesa comendo um arroz da melhor qualidade e melhor preços. Agora imagine todo o processo daquele alimento antes de chegar a sua mesa. Dentro deste todo processo tem as estradas, tem as rodovias, tem as ferrovias, tem todo um projeto a ser investido mas isto, como já disse, so fica mesmo na imaginação. O mais interessante é que ninguem fica sem comer do arroz.
4. É preciso organizar, planejar, investir, executar, colocar em prática, tirar do papel, comprir o prometido, aí sim vamos ter um Brasil chegando a ser um País desenvolvido. Hoje se fala em Sustentabilidade.
|
Oziel Emeric
Ipatinga-MG
...só Deus na causa... |
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 22/01/2011 12:23:04
|
RicardoTeixeira
![[Avatar]](/images/avatar/0deb1c54814305ca9ad266f53bc82511.jpg)
Membro desde: 19/01/2011 17:05:36
Mensagens: 6
Localização: Rio Grande do Sul
Offline
|
Boa tarde a todos;
(1)(3)(4) Estou no Brasil há um mês, mas por aquilo que vejo, penso que a solução passava em primeiro lugar, por criar estruturas de base, para depois ter sustentação e resultados no final da cadeia ( consumidor final) e passo a explicar:
O Brasil e não quero estar a ser impreciso tem 190 milhoes de habitantes e um vasto territorio, o que torna practicamente impossivel ao Governo estar onde é necessário, a solução passaria por criar em cada estado um comissão automoma das estradas com vista ao melhoramento das vias de comunicação, sendo que ninguem melhor do que os habitantes de cada região, para resolver os problemas e criar condições.
Deveriam ser criados polos logisticos, estrategicamente colocados pelo território a fim de agilizar e aumentar a produtividade da cadeia de distribuição.
Todos estas alterações ou quaisquer outras neste sentido, vão provocar transacções mais rápidas entre produtores e consumidores ( o que leva ao aumento de fluxo moeda , aumento do consumo tanto por parte das empresas como do consumidor), irão diminuir os custos de manutençao dos veículos (podendo as empresas passar da manutenção correctiva para a preventiva) baixando assim o preço do frete, que se refectirá no preço dos bens na prateleira do supermercado( o que leva à poupança).
Mas pergunto, será que o Brasil está preparado para evitar as especulações de preços que isto irá gerar, e todos os outros abusos que irão advir?Sim porque o Brasileiro está mal habituado, e só tem noção de quanto perde quando comparado com o exterior!ora depois iria ter noção das perdas quando comparado internamente........Qunto à qualidade dos serviços penso que ninguém terá a verdadeira noção, porque nunca houve uma mudança significativa.....predomina o lema"pois então sempre foi assim e sempre será"
Na minha opinião o Brasil é uma terra abençoada, devido a um conjunto de factores......mas ainda tem um longo percurso a percorrer......tendo que mudar durante este, ideiais pré-concebidos, ter que adquirir uma cultura de trabalho diferente,e essencialmente ter no poder politico ( que são os responsaveis pelas mudanças) pessoas que ocupem o lugar por vocação e não pelo "poleiro"
(2) O meu conhecimento da realidade Brasileira ainda não chega a tanto
Ricardo Teixeira
|
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 25/03/2011 11:41:26
|
Sergio Silvestre
![[Avatar]](/images/avatar/e2ef524fbf3d9fe611d5a8e90fefdc9c.jpg)
Membro desde: 15/02/2009 19:04:44
Mensagens: 10
Localização: Rio de Janeiro
Offline
|
Ainda sobre o tema em questão, copiei o texto do Carlos Lessa, para que aqueles que não leram no Jornal Valor Economico. Nosso país é assim.
Empresa privada e o Projeto Nacional
O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período 2003-2010 (4,1%) foi inferior à média latino-americana (4,2%). A média argentina (7,5%) foi quase o dobro da brasileira. Peru, Uruguai, Venezuela, Colômbia e Paraguai tiveram médias superiores à brasileira. A comparação com os países ditos emergentes (Bric) é muito mais vergonhosa: a Rússia nos supera, com 4,8% ao ano, a Índia, com 8,2%, e a China, 10,95%, nos esmagam. Este ano, o PIB brasileiro deverá crescer cerca de 7,5%, porém havia sido negativo (0,6%) em 2009.
Não é, por conseguinte, uma verdade que a crise mundial tenha sido "uma marolinha" e que tivemos um desempenho "excepcionalmente bem-sucedido". Nossa defesa contra a crise acionou o setor bancário oficial: Banco do Brasil (BB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal (CEF) praticaram, sem a inspiração de nenhum projeto nacional, medidas pontuais meritórias.
O Brasil parece uma nau sem rumo no oceano da globalização. A crise mundial não parece ter dado indício a nenhuma mudança de rumo. Alguns produtos primários continuam tendo preços especulativos e conferiram aos Anos Lula uma bonança nas contas externas e sucesso no controle da inflação; esse resultado foi obtido sem mudança estrutural relevante.
A promessa para o futuro repousa no pré-sal, porém permanece a dúvida de nos convertermos ou não em exportadores de óleo cru. Nesse caso, a República Velha (que foi embebida em café) será recomposta em mais uma nação periférica e infeliz, de soberania curta, pasto prioritário da geopolítica imperial.
O Brasil é uma nau sem rumo no oceano da globalização. A crise não ensejou nenhuma mudança de direção
A empresa privada, no Brasil, tem um comportamento tímido em termos de ampliação de capacidade produtiva. Sendo grande e fazendo parte de um oligopólio, sua timidez engendra uma anêmica taxa de investimento produtivo e uma orientação de rentista, ou seja, procura não se endividar e ser uma aplicadora no mercado financeiro enquanto prospecta oportunidades especulativas com mercadorias, ativos financeiros e, por vezes, realiza seu sonho de assumir o controle de uma competidora ou fornecedora crítica.
Entendo sua timidez: não tem clara a percepção de um futuro maior, pois inexiste um projeto nacional; sabe da intolerância governamental com altas de um dígito na taxa de inflação; sabe que o governo utiliza o modelo de metas de inflação, o que implica em valorização do real e juros primários muito elevados (o maior do planeta). Na fração de mercado que a empresa controla, é frequente a opção por importar componentes a custos mais baixos. Por outro lado, se não for primário-produtora, se defronta com um mundo em crise, com demanda atrofiada, e selvagem competição entre produtores industriais. Confia (caso da indústria automobilística e de eletrodomésticos) no endividamento familiar não intimidável por juros e bom pagador para manter aberto o acesso aos objetos de desejo familiar.
A política econômica, monetária e fiscal sacrifica o investimento público. Para o Brasil crescer 5% ao ano, nossa taxa de investimento deveria ser de 23% a 24% do PIB. Em 2010, cresceu um pouco (de 18% para 19%), reflexo de um ano eleitoral, de uma retórica euforizante e de algum investimento público pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para 2011, a palavra de ordem da nova presidente é cautela com os gastos, e seus ministros confirmados já se declararam pelo corte parcial do PAC. Existem gigantescos restos a pagar.
A empresa privada optará pela cautela. Para umas poucas, surge a ambição de se converterem em multinacionais num mundo onde a globalização está sob suspeita, mas continua superimposta. A Vale, por exemplo, em vez de desenvolver novas províncias minerais - na Amazônia, além de Carajás existe um fantástico patrimônio mineral a ser incorporado - se move com um projeto de se converter na maior mineradora mundial. Em vez de utilizar bilateralmente seu excelente minério de ferro para obter carvão metalúrgico e desenvolver a siderurgia nacional, compra da China material ferroviário e não exige que os chineses instalem e transfiram sua tecnologia ferroviária para o Brasil. Os chineses, quando compraram aviões da Embraer, forçaram-na a abrir uma filial na China e vão "clonar" nossa tecnologia. O Grupo Gerdau se espalhou pelo mundo e centralizou uma fundação-chave na Holanda. Nosso setor de proteínas vermelhas está adquirindo filiais nos EUA. Obviamente, e plenamente autorizados pelo Banco Central, exportadores brasileiros mantêm grandes aplicações financeiras no exterior. Obviamente, de forma disfarçada, capitais brasileiros, sobretudo aqueles oriundos "de formas estranhas", navegam no mar do Caribe e se instalam em paraísos fiscais.
As questões estruturais brasileiras não estão em pauta política; não se discutem suas características, seu processo genético-constitutivo nem os modos alternativos de superação. Apesar do fracasso do neoliberalismo e da globalização "estar fazendo água", no Brasil nos movemos segundo o velho dito português "tudo como antes no Quartel de Abrantes", que qualquer empresa lê na composição ministerial da nova presidente, no hino monocórdio de condenação da balbúrdia fiscaliza e no anúncio da pré-candidatura de Lula para o período pós-Roussef.
Está certa a timidez empresarial e sua opção rentista. Isto gera um subproduto: ser tímida é imensamente rentável. Bancos, companhias distribuidoras de energia elétrica, concessionárias de estradas e líderes em ramos comerciais praticantes da venda a prestação para famílias endividadas são enormemente lucrativas. Veem com desconfiança qualquer ideia de projeto nacional e reduzem a ação do governo à gestão limitada das políticas públicas.
Carlos Lessa foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no começo do governo Lula (2003/2004)
Carlos Lessa
Fonte: Jornal Valor Econômico
|
Sergio Silvestre Teixeira
OMC Consult
www.omcconsult.com.br
silvestre@omcconsult.com.br
(21) 8273-9214 |
|
|
 |
![[Post New]](/templates/default/images/icon_minipost_new.gif) 29/03/2011 14:32:01
|
Felipe Brauer
![[Avatar]](/images/avatar/2bb232c0b13c774965ef8558f0fbd615.jpg)
Membro desde: 29/03/2011 14:14:03
Mensagens: 1
Offline
|
Olá pessoal,
Eu concordo com a maioria que foi dito. Acredito que o governo deveria por a mão na massa, derrubar os entraves burocráticos e fazer mais do que aparecer.
Porém, acho que o principal está nas nossas mãos. Nós, profissionais, temos o dever de nos reciclar, inovar a cada dia e fazer acontecer. Não podemos ficar de braços cruzados esperando alguém tomar uma atitude. Temos que assumir a atitude.
Particularmente, gosto de me manter informado e aprender coisas novas com outros profissionais. Então seguem abaixo minhas recomendações:
Leitura (recomendo todos os livros nessa lista):
http://hrmlogistica.wordpress.com/bilioteca/
Informações rápidas e diárias (Esse é o twitter de alguma empresa de logística, acredito que são algum tipo de consultoria, mas eles postam curiosidades de logística constantemente, acho ótimo):
http://www.twitter.com/gkofrete
Desculpa não responder as perguntas diretamente, mas acho que os outros já fizeram isso muito bem.
Abraços,
Felipe
|
|
|
 |
|
|
|
|