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Mulheres constroem caminho para ganhar espaço na Logística

Publicado em 06/03/2018

Apesar da longa jornada a ser percorrida pelas mulheres, a persistência delas tem causado mudanças no cenário do setor

Foi-se o tempo em que as profissões eram exclusivamente masculinas ou femininas. Hoje, com a crescente inserção da mulher no mercado de trabalho, elas estão buscando espaço e igualdade nos mais variados segmentos. Na logística, não é diferente.

Mas apesar do interesse que elas têm apresentado por essa área, a presença de mulheres na Logística era menor até pouco tempo. Muitos empresários do setor entendiam que um mercado que envolvia movimentação de cargas, porto e logística era tipicamente masculino.

Além disso, um estudo publicado pela revista Harvard Business Review comprovou que elas ainda são discriminadas em processos seletivos por causa do gênero. Um dos motivos é a possibilidade de serem mães e ficarem afastadas da empresa por um período de até seis meses no Brasil e de mais de um ano em alguns países do mundo.

Nova perspectiva
Apesar dos desafios, a persistência das mulheres tem apresentado resultados promissores. Um exemplo disso é Luciana Oliveira, gerente de marketing e fundadora da Allog International Transport.

A trajetória dela nesse segmento começou quase que por acaso. Luciana, que sonhava ser professora, foi convidada para trabalhar com comércio exterior em uma empresa de Porto Alegre (RS). Cinco anos depois, ela se mudou para Santa Catarina, onde trabalhou em mais duas companhias do segmento até decidir fundar a Allog. Junto ao marido, Alex Oliveira, Luciana criou a empresa que hoje, 16 anos depois, tem 127 funcionários. Do total, são 72 mulheres e 11 delas ocupam cargos de gestão.

O sucesso, no entanto, pode demorar para vir. “Na maior parte das vezes, ele só dá as caras depois de muito esforço e algumas tentativas falhas”, diz a analista de Operações da Allog, Sanny Gonçalves. “Com o amadurecimento profissional, entende-se que aquele não era o momento certo de subir o próximo degrau. E ele não representa necessariamente um cargo de alto salário, conquistas materiais ou um time para liderar”, diz.

Outro exemplo de crescimento é Francine Lima. Depois de trabalhar três anos como assistente financeira, a gaúcha resolveu aceitar a proposta para estagiar na recepção da matriz da Allog, em Itajaí (SC). Três meses depois, foi promovida para o Departamento de Recursos Humanos.

A segunda promoção veio três anos mais tarde, com um desafio ainda maior: fazer os processos de recrutamento e seleção de novos colaboradores. “Nesses cinco anos que trabalho na Allog, me deparo todos os dias com novas metas e objetivos. A empresa possibilitou não apenas o meu crescimento profissional, mas o meu amadurecimento pessoal”, declara.

 

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