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Monsanto investe em solução logística multimodal

Publicado em 04/01/2018

Gestão de armazenagem e transporte de contêineres foi desenhada num modelo de contratação “porta a porta” e é uma parceria com a Aliança Navegação e Logística

A Monsanto, empresa multinacional de agricultura e biotecnologia, decidiu reformular a própria logística. Para isso, eles investiram em uma solução logística multimodal com a ajuda da Aliança Navegação e Logística.

A decisão pela mudança ocorreu há três anos, quando a empresa iniciou o processo com foco no desenvolvimento de três pilares: processos, pessoas e sistemas. Foi nessa época que a companhia revisitou as operações, identificou gargalos, estabeleceu um plano de ação e promoveu alterações nos processos logísticos, envolvendo a movimentação de sementes e produtos químicos.

Em relação a sistemas, a implementação do TMS (Transportation Management System) representou uma grande inovação para otimizar os processos ao longo da cadeia. A ferramenta possui módulos de compra, planejamento, execução, pagamento e inteligência, que permite direcionar as estratégias operacionais com o menor custo e níveis de serviço.

Em entrevista, o gerente de Logística da empresa, Johnny Ivanyi, revelou que o Brasil foi o primeiro país a utilizar o TMS dentro da Monsanto. “Nossa meta é reforçar a integração entre toda a cadeia, dar visibilidade e fomentar a automação dos processos para melhorar ainda mais os níveis de serviço.”

Multimodalidade logística
Para promover as mudanças com sucesso na operação dos insumos químicos entre as plantas de Camaçari (BA) e São José dos Campos (SP), a Monsanto encontrou na Aliança Navegação e Logística, líder em cabotagem no Brasil, um parceiro estratégico de negócios. Juntas, as empresas desenvolveram uma solução logística baseada na multimodalidade colaborativa.

O projeto teve foco no desenvolvimento de um modelo logístico “porta a porta” para a gestão da movimentação dos cerca de 4.500 containers anuais, por meio da união dos fornecedores Aliança Navegação e Logística, MRS, terminal de contêineres Cragea e transportadora Salvador Logística. Em conjunto, as quatro empresas fazem a coordenação da operação de maneira otimizada, com mais qualidade, redução de custos e de impacto ambiental. A gestão da operação é realizada pela Aliança, que disponibilizou uma escala semanal para que o navio atraque nos portos de Salvador (BA) e Santos (SP).

Neste projeto de parceria multimodal, a Salvador Logística ficou responsável pelo transporte rodoviário na origem – entre Camaçari e o Porto de Salvador – e no destino, que inclui o trecho de São José dos Campos à fabrica do cliente e também do porto de Santos à fábrica (transporte esporádico). A MRS Logística realiza o transporte ferroviário entre o porto de Santos e o terminal ferroviário em São José dos Campos.

Já o terminal Cragea representa o pulmão de contêineres na cidade do interior de São Paulo para atender os agendamentos de entregas na Monsanto. A armazenagem está dividida em dois locais: parte fica no Cragea (SJC) e parte na Salvador Logística (Guararema), como contingência em caso de não operacionalidade do primeiro terminal. Embora o projeto envolva quatro empresas de grande estrutura, a realocação de recursos foi pequena, já que a Aliança operava na ferrovia entre o porto de Santos e o terminal ferroviário em São José dos Campos, alterando de duas para três programações semanais.

“A inclusão do modal ferroviário no fluxo das cargas vindas de Camaçari e desembarcadas no Porto de Santos, com destino à planta de São José dos Campos, representou uma quebra de paradigma e um grande avanço em relação ao modelo logístico anterior”, enfatiza Marina Mamberti, supervisora de Logística da Monsanto. O transporte no trecho entre Santos e a cidade do interior paulista, antes realizado somente por rodovia, passou a ser feito majoritariamente pelo modal ferroviário.

Recentemente, a Aliança Navegação e a Monsanto do Brasil receberam o XV Prêmio Abralog na categoria Multimodalidade em Logística com esse projeto. Para Jaime Batista, gerente nacional de vendas da Aliança, o projeto mostra a possibilidade de desenvolver uma logística porta a porta bem-sucedida com o uso da multimodalidade, para uma demanda bastante complexa e delicada. “Conseguimos atender a normas rígidas de segurança exigidas pela Monsanto, além de propiciar redução de custo logístico, menor impacto ambiental em toda cadeia logística, valorizando a sustentabilidade”, destaca o executivo.

Benefícios
O projeto apresenta uma série de benefícios que garantem mais sinergia ao processo. Alguns deles são o aumento de capacidade operacional no modal marítimo e no sistema intermodal, a melhora nos processos de entrega e a redução de riscos de parada da planta na Monsanto a partir da implantação do plano de contingência.

Outras vantagens observadas são a diminuição das emissões de CO2, a melhora na gestão de estoque em trânsito, a redução no risco de avarias e a simplificação do processo de pagamentos da Monsanto. Esse último foi possível graças à emissão de um único documento do percurso intermodal (feito pela Aliança) e a utilização de um TMS (Transportation Management System). 

 

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