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Mercado de galpões logísticos deve crescer 30% na região Sul do Brasil

Publicado em 07/03/2018

Com a retomada gradual da economia e o controle da inflação, varejo já dá sinais de redução da taxa de vacância

Segundo previsão feita pela NAI Brazil, o mercado de galpões logísticos deve crescer cerca de 30% em relação a 2017 na região Sul neste ano. A absorção bruta, que deve ser de aproximadamente 145 mil m², tem como razões a inflação controlada e a retomada econômica.

No estudo, a consultoria aponta que o varejo já dá sinais de melhora e é possível prever redução da vacância. O setor deve recuperar parte das perdas, mesmo com forte pressão dos clientes para que as empresas de condomínios logísticos baixem o preço.

“Se tudo ocorrer como estamos prevendo, o mercado de galpões do Sul deve voltar a crescer, sem receber volume elevado de novo estoque, fazendo com que a disponibilidade se mantenha estável com viés de queda”, diz Rogério Luz, gerente nacional da NAI Brazil. Concessões como prazo de carência para pagamentos e descontos regressivos devem ditar os negócios. “Conforme o ciclo, o inquilino ainda terá mais poder de barganha mesmo com uma perspectiva de retomada da economia”, explica.

Novos investimentos
Referência no Sul, a Capital Realty, desenvolvedora e administradora de ativos imobiliários no setor de infraestrutura logística, concentra investimentos em Canoas e Esteio (RS), Itajaí (SC) e Campina Grande do Sul (Paraná), região metropolitana de Curitiba.

Em Canoas, a Capital Realty finaliza a terraplanagem para a construção de um novo condomínio logístico, o Mega Centro Logístico Canoas. Com investimento total de aproximadamente R$ 300 milhões, o projeto é considerado o maior dos últimos 40 anos na cidade. Ao todo serão 160 mil metros quadrados de área construída, sendo o maior condomínio logístico da Região Sul, com quase três vezes o tamanho do MEGA Centro Logístico Esteio, também da Capital Realty.

Após a terraplanagem, a previsão é de que a construção do condomínio comece em 2019. O empreendimento gerará aproximadamente 3,5 mil vagas diretas de trabalho e outros 7 mil postos indiretos.

“É o nosso maior empreendimento e o de maior porte e relevância em toda a Região Sul”, diz Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty. A localização, a apenas 10 km da capital, foi fundamental para a escolha de Canoas.

“Todos os setores enfrentaram um período complicado com a crise econômica do país, o que fez com que as empresas pisassem um pouco no freio. A previsão é de que 2018 seja relativamente melhor, então naturalmente o mercado começa a reagir. Nós estamos retomando os investimentos e ampliando nossos serviços para melhoria constante do atendimento”, diz.

Em Itajaí, a Capital Realty planeja iniciar ainda este ano a ampliação do complexo Mega Centro Logístico Itajaí. Serão mais 30 mil metros quadrados novos de área construída, totalizando mais de 82 mil metros quadrados no condomínio já existente. O investimento para a ampliação será de aproximadamente R$ 60 milhões.

Na região Sul, a administradora já sente um aumento na procura por armazéns, cerca de 20% a mais do que no mesmo período do ano passado.

No início de 2017, a Capital Realty inaugurou a expansão de seu Condomínio Logístico em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba para atender a Bosch, que transferiu toda a divisão de ferramentas elétricas de São Paulo para a região metropolitana de Curitiba. O investimento da Capital Realty foi de R$ 20 milhões em infraestrutura. Com isso, o Paraná ficou em segundo lugar em locação de condomínio logístico modular, atrás apenas do mercado paulista, segundo dados da NAI Brazil.

Desempenho
A Região Sul terminou 2017 com um valor médio pedido por metro quadrado de R$ 17,08 ante R$ 16,55 no mesmo período em 2016. A absorção bruta foi de 120 mil metros quadrados em 2017 ante 224 mil metros quadrados em 2016. Já a absorção líquida foi de 88 mil metros quadrados, conta 109 mil metros quadrados em 2016.

Cenário nacional
Ainda que o primeiro semestre de 2017 tenha registrado pouca movimentação, a segunda metade do ano mostrou números animadores, que projetam cenário melhor para 2018, de acordo com a NAI Brazil. A expectativa é de que em dois anos a relação entre demanda e oferta esteja mais equilibrada.

A absorção bruta em 2017 ficou 24% abaixo do que foi registrado em 2016. A disponibilidade já esteve maior e foi sendo reduzida ao longo do ano, mas encerrou 2017 nos mesmos patamares de 2016, próximo a 26%. “Mesmo que a entrega de novos empreendimentos tenha sido menor se comparada aos anos anteriores, a absorção líquida não evoluiu no mesmo ritmo e foi determinante para manutenção da disponibilidade ainda em patamares elevados”, informou o gerente nacional da NAI Brazil, Rogério Luz.

Ainda de acordo com Luz, o valor médio pedido por metro quadrado, no país, foi de R$ 19,03, ante R$ 19,29 no trimestre anterior. No estado de São Paulo, o preço pedido passou de R$ 18,65 para R$ 19,18. A absorção bruta no mercado paulista foi de 900 mil metros quadrados, e a líquida, de 368 mil metros quadrados. Foram entregues 58 mil metros quadrados no estado de outubro a dezembro. A vacância ficou em 27%, abaixo dos 28,8% do fim de outubro.

 

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