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Gestão de transportes enfrenta desafios no Brasil

Publicado em 09/03/2018

Preocupação com eficiência, gestão e dificuldades na adoção de novas tecnologias se sobressaem

A LLamasoft, empresa de soluções para Supply Chain, e a Movimenta Serviços Logísticos promoveram uma pesquisa exclusiva com embarcadores, operados logísticos e outros players de mercado a fim de desenhar um panorama da gestão no setor de transportes brasileiro. Dentre as principais conclusões, destacam-se a busca por maior eficiência, a adoção ainda tímida de sistemas de gestão para a melhoria da eficiência (e não apenas visibilidade e controle) e a dificuldade de adotar novas tecnologias e modais, em um ambiente em que a utilização do modal rodoviário é predominante.

Com 128 respondentes, a Pesquisa apontou que 60% das empresas utilizam o modal rodoviário em 80% ou mais de sua matriz de transportes.

Para Paulo Nazario, Diretor de Sales & Business Development da LLamasoft Brasil, “não se discute a necessidade de investimentos em outros modais mais eficientes, mas ficou claro que investir na eficiência do modal rodoviário é também fundamental, dado a sua enorme presença e, por conseguinte, impacto nos custos das empresas”.

Nesse sentido, 57,6% dos respondentes consideram que o maior desafio nesta área é aumentar a produtividade dos veículos e equipamentos, seguindo da previsão de demanda. Como solução, o estudo sugere o aprimoramento dos planejamentos de transporte e das interfaces (alinhamento de informações entre o embarcador e o provedor logístico).

A fim de analisar a organização das empresas na área de Transportes, a pesquisa classificou a maturidade gerencial delas em quatro estágios, conforme a imagem abaixo. De forma geral, notou-se que 77% das empresas estão nos estágios mais avançados (3 e 4). O ponto comum é a migração para um modelo mais centralizado com um comando único como meio de capturar sinergia e visibilidade.

Essa mesma classificação foi utiliza em outras áreas. Na área de planejamento, foi revelado que 70% das empresas se encontram entre os estágios 3 e 4 em relação à previsão de demanda, 82% nos estágios 3 e 4 na otimização de rotas, 71% nos estágios 3 e 4 no dimensionamento de frota e 72% nos estágios 2 e 3 no mix de modalidades.

“Identificamos que há um esforço na melhoria da previsão de demanda, mas é algo ainda em transição. Já a otimização de rotas e frotas está mais avançada, com as empresas buscando aprimorar suas soluções. A dificuldade maior está na multimodalidade que esbarra em questões de infraestrutura”, afirma Paulo Nazario.

Em termos de práticas operacionais, destaque para a adoção de Programação de Entregas e Monitoramento que se encontram em estágio mais maduro (78% e 75%, respectivamente, das empresas entre os estágios 3 e 4). Em transição, encontram-se as práticas de Central de Tráfego e Oferecimento (65% das empresas entre os estágios 3 e 4 e 65% entre 2 e 3). “Já há um reconhecimento geral do valor da informação, mas existe dificuldade ainda em obter alguns dados e utilizá-los de forma efetiva”, explica o diretor da LLamasoft.

Em relação à adoção de novas tecnologias, a pesquisa revelou que quase 70% dos entrevistados adotaram o uso de GPS. No entanto, a maioria foca em monitoramento e gestão de risco, não em produtividade. “Chama a atenção também a baixa adoção de tecnologia para gestão de transporte e aumento de produtividade e otimização de malha”, diz Paulo Nazario.

 

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