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Presidente da GLP fala sobre condomínios logísticos, investimentos, tecnologia e e-commerce

Empresa possui quase 5 milhões de m² no Brasil, desenvolvidos para atender requisitos de economia, eficiência e sustentabilidade

Por Christian Presa | Redação MundoLogística

Os condomínios logísticos são uma tendência em expansão no Brasil. Segundo uma notícia publicada pela MundoLogística em março deste ano, há uma previsão de recuo da taxa de vacância em condomínios logísticos até 2020. Mesmo em um mercado em recessão, o setor vem se desenvolvendo no país e apresentou crescimento de 70% nos últimos sete anos, resultado da chegada de grandes players internacionais.

Um desses players é a GLP, que chegou ao Brasil em 2012 com a expectativa de repetir o sucesso conquistado em mercados como China e Japão.  Em 2014, outro grande passo: a compra do portfólio da BR Properties, que garantiu ao grupo uma posição de destaque no segmento.

Atualmente, a GLP possui um portfólio de 4,9 milhões de m² (são 2,9 milhões de m² construídos, com 100 empreendimentos prontos, e 2,0 milhões de m² em desenvolvimento) e está presente em 38 cidades de 11 estados brasileiros. Além disso, a empresa mantém taxa de ocupação de 92%, enquanto os outros operadores do setor chegam ao máximo de 75%.

A MundoLogística conversou com o presidente da GLP Brasil Mauro Dias. No bate-papo exclusivo, ele falou sobre os diferenciais que as soluções da GLP trazem para o país, a incorporação tecnológica, a tendência dos e-commerces e os planos de investimento no mercado brasileiro. 

MUNDOLOGÍSTICA: Atualmente, a GLP oferece ao mercado brasileiro serviços de logística variados nos condomínios. Quais os diferenciais essas soluções apresentam?
MAURO DIAS: Com 91% dos nossos empreendimentos localizados estrategicamente nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro, às margens das principais rodovias de acesso às duas cidades, possibilitamos aos nossos clientes uma operação ágil nos dois maiores centros consumidores do Brasil. Além disso, as instalações logísticas construídas pela GLP no Brasil seguem o padrão Triple A. Nossos condomínios logísticos contam com instalações que permitem substanciais economias operacionais e ganhos em eficiência, como galpões com pé-direito de 12 metros e alta eficiência de armazenagem sobre a área locada. Ações de sustentabilidade aplicadas nos condomínios também auxiliam na redução de custos. A iluminação natural, que permite até 100% da necessidade de iluminação, operando com as luzes desligadas; lâmpadas LED, mais econômicas e que podem reduzir em até 70% os gastos com energia, e o reúso de água, que gera até 40% de economia no consumo, são alguns dos principais exemplos. Outra característica dos condomínios logísticos da GLP é que são facilmente adaptáveis às necessidades específicas dos clientes. Empresas do setor farmacêutico, por exemplo, podem alugar galpões climatizados e preparados para as necessidades de armazenamento desses produtos.

Quais mudanças você enxerga no mercado de instalações logísticas brasileiro desde a chegada da empresa?
O potencial de crescimento para o nosso setor é muito grande. O que temos visto é um aumento do movimento fly to quality das empresas que operam no Brasil. Essas companhias buscam instalações logísticas que ofereçam maior eficiência, com maior aproveitamento de armazenagem, infraestrutura completa, localização estratégica e soluções empregadas para redução de custos. Essas oportunidades de modernização das operações logísticas levam em conta o rateio de custos de manutenção dos condomínios e o maior aproveitamento da área locada, que geram economias significativas para as empresas a médio e longo prazos. O espaço para empreendimentos de menor qualidade e padrão construtivo mais baixo deve se tornar cada vez menor à medida que essa busca das empresas por eficiência se intensifica.

Quais as principais tendências mundiais da GLP e quais dessas novidades se aplicam à realidade brasileira?
A GLP é reconhecida como um player global que antecipa tendências, oferecendo soluções de acordo com as mudanças e exigências do mercado, e algumas dessas soluções já têm sido aplicadas globalmente. Na China, por exemplo, o crescimento do e-commerce tem estimulado uma grande demanda por inovações tecnológicas para a logística, como o uso do big data e inteligência artificial para que os clientes possam tomar decisões mais estratégicas pertinentes ao negócio em suas operações diárias. A automação da movimentação de produtos dentro dos galpões por meio de robôs já é mais que uma tendência, é uma realidade, inclusive no Brasil. As operações automatizadas fazem a logística mais eficiente para as empresas. Um exemplo é o centro de distribuição da Riachuelo no GLP Guarulhos, onde um robô de 18 metros de altura é um dos responsáveis pela separação individualizada dos produtos para envio às lojas. No que diz respeito à sustentabilidade e redução de custos, as principais novidades são as fontes renováveis de energia, como os painéis solares. Condomínios da GLP no Japão e nos Estados Unidos já são energeticamente autossuficientes com o uso de painéis solares. Essa opção deve se tornar mais viável para o mercado.

Quais são os maiores desafios do mercado hoje?
Uma deficiência atual do setor é que as instalações logísticas modernas e com alto padrão de qualidade representam uma parte pequena do mercado. Hoje, considerando condomínios e galpões isolados, os imóveis que oferecem infraestrutura de alto padrão ainda têm uma presença tímida: cerca de 20 milhões de m², que representam apenas 15% do estoque total do mercado. Suprir essa necessidade, criando instalações logísticas modernas no Brasil e contribuindo para o aumento da produtividade em toda a cadeia, é o principal foco da GLP. Temos incentivado o mercado a não olhar somente o valor do m² do espaço para locação, e sim fazer a análise de quantas posições pallets cabem na área locada e qual o custo por posição pallet. Estar em um condomínio GLP, que tem alto percentual de eficiência de armazenagem e os custos condominiais rateados, reduz custos substancialmente.

Recentemente, o Mercado Livre duplicou a área locada, passando a ocupar 51 mil m². O e-commerce é o setor que mais demanda espaço da GLP? Quais os outros setores de destaque entre os clientes da empresa?
O Mercado Livre ampliou a área locada para seu centro de distribuição no GLP Louveira VIII em 200%. Em 2017, a empresa locou 17 mil m². Neste ano, passou a ocupar uma área de 51 mil m² no condomínio logístico GLP. Essa expansão faz parte de uma tendência importante do mercado: o setor de e-commerce está em franco crescimento e, com ele, temos registrado um salto na ocupação de empresas desse setor em nosso portfólio no Brasil. Em 2016, o e-commerce representava 19% do nosso portfólio, em 2018 já são 27%. Dos 126 mil m² locados pela GLP no primeiro semestre deste ano, 51% foram para empresas relacionadas com comércio eletrônico. As empresas de e-commerce buscam, principalmente, eficiência e localização estratégica para seus centros de distribuição. Essas características são essenciais para operações mais rápidas e com custos reduzidos para as empresas. Assim, essas instalações logísticas possibilitam maior agilidade nas entregas do e-commerce, que está diretamente ligada à satisfação do consumidor final. Os setores de varejo e farmacêutico também se destacam em nosso portfólio, ocupando, respectivamente, 20% e 8% dos galpões da GLP.

A GLP é líder do setor no Brasil. Quais são os planos de crescimento e próximos investimentos no mercado brasileiro?
Até o final de 2018, investiremos R$ 400 milhões para a expansão de nosso portfólio no Brasil. Essa expansão está alinhada à busca das empresas que atuam no país por instalações logísticas mais modernas e eficientes. Encerramos o ano passado com um recorde no volume de locações desde o início das operações no país. O volume total locado de 270 mil m² em 2017 foi também o recorde do mercado brasileiro. No primeiro semestre de 2018, já foram 126 mil m² em novas locações e expansões e as perspectivas para o segundo semestre são positivas. Temos planos de continuar investindo no país e expandindo nosso portfólio brasileiro nos próximos anos.

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