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As fronteiras da logística desapareceram

As fronteiras da logística desapareceram. Não tem mais como discutir logística sem falar de negócios. Bom, faz tempo que não tem mais como separar as coisas, mas agora, acredite, não tem mais jeito mesmo.

Parece obvio, mas a figura daquele superespecialista, que conhece todos os tipos de caminhão que existem, que sabe desenhar uma rota ótima de transporte ou calcular estoques ideais com base em formulas estatísticas sofisticadas está obsoleta. O software faz isso melhor, e virtualmente sem custos.

No mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) os livros estão sendo reescritos. Todos os dias. Nós logísticos temos que desenvolver outras competências, que independente da técnica do momento, são cruciais para o sucesso. Ouso listar algumas:

- Enxergar o todo: sim, estou falando do pensamento sistêmico. Como as coisas se encaixam no negócio? O valor é criado (ou perdido) nas interfaces, no vão da cadeira. E pouca gente sabe cuidar disso. Estou falando de omnichannel? Também. E olha que exemplo ótimo, o conceito de omnichannel está nas publicações de logística, mas também está nas de marketing, nas de finanças, etc. Entendeu o lance das fronteiras lá do primeiro parágrafo?

- Aprender e agir: se o mundo é volátil, levar 5 anos para aprender algo já não faz nenhum sentido. Levar outros 5 para conseguir colocar em prática, menos ainda. Entre aprender algo novo e coloca-lo em prática estamos falando de poucos meses agora. E lembre-se por favor, colocar em prática não é fazer post em rede social. É trazer resultado concreto daquele aprendizado.

- Intuição: sim, ela mesma. Intuição não é mágica, não é chute. É um atalho que seu cérebro pega depois de anos de aprendizado, de tentativas e erros, de dor. É uma ferramenta de preservação de energia. Nem tudo precisa ser calculado nos mínimos detalhes sempre, não temos tempo para isso no mundo VUCA, caso ainda não tenha se dado conta. Saiba separar o joio do trigo. O que deve ser cientificamente calculado e o que pode ser decidido com a intuição. Geralmente o que define é o tamanho do risco envolvido. Em muitas situações, como dizia Eli Goldratt, é melhor estar aproximadamente correto do que certamente errado.

Essas são apenas 3 competências das várias que estão sendo cada vez mais exigidas de qualquer nível de profissional. Escolhi estas por acreditar que são abrangentes o suficiente para dar conta de todas as outras mas, como tudo nos dias atuais, este artigo poderá e deverá ser reescrito, por você, diariamente.

Grande abraço e um excelente 2019 a todos nós. Que este ano continue sendo volátil, incerto, complexo e ambíguo, mas acima de tudo, divertido!

 

Rodrigo Acras

Por Rodrigo Acras

É consultor Sr. de TOC e Processos (BPM) no grupo Malwee. Já atuou como gerente Sr. de Supply Chain – Logística, Logística, Planejamento, S&OP e Compras no grupo Malwee e nas áreas de engenharia de controle, engenharia de processos, produção, manutenção e supply chain em empresas como Tritec Motors (BMW & Chrysler), Renault e GVT/Telefônica. Professor e consultor associado no Instituto nomm.

 

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