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Conheça as 10 principais taxas da entrega urbana

 

O transporte rodoviário no Brasil é e sempre foi um segmento repleto de desafios, mas quando falamos em movimentação de cargas em centros urbanos as dores de cabeça aumentam um pouco mais.

Uma série de taxas para a entrega urbana foram criadas pelo setor logístico com o intuito de: cobrir riscos atípicos na operação de transporte, custear serviços de documentação, equalizar custos por perda de tempo; que não tinha como prever; alinhar custos com alterações de rota para atender um cliente, reembolsar tributos específicos e etc. 

A maioria dos contratantes de fretes acham que essas deveriam estar embutidas no frete peso ou nas despesas administrativas, contudo atreladas ao que o setor chama de generalidades, essas taxas costumam deixar de cabelo em pé o pagador do frete no momento que chegam as faturas.

De um lado temos as transportadoras que precisam cobrir os custos adicionais gerados por todas intempéries já citadas, e do outro o embacador que não entende bem como funciona e, por não entender, não se sente confortável em pagá-las, visto que encarecem a logística de transportes e podem acabar com as margens do seu produto.

Por isso é de extrema importância que tanto um como o outro tenham clareza dos custos e despesas realmente existentes, o que contribuirá para uma gestão mais assertiva e para negociação entre Embarcadores e Transportadoras.

Vamos conhecer as 10 principais?

As 10 Principais taxas da entrega urbana

1 - Taxa de Dificuldade de Entrega – Uma das taxas mais comuns das entregas urbanas (clientes com longas filas de esperas, horário reduzido para o recebimento de notas, exigência de tripulação maior, recebimento fora de horário comercial, e etc...);

2 - Taxa de difícil acesso – Tão comum quanto à outra (entrega em vielas, subidas íngremes, ruas que alagam, estradas de terra e etc...);

3 - Taxa de restrição de trânsito – Cobrada em virtude das muitas normas e restrições das grandes metrópoles, Chega a 20% do valor do frete original;

4 - GRIS (gerenciamento de riscos) – Taxa comum no transporte. Cobrada em virtude dos custos para redução da exposição a riscos a roubos e assaltos, segurança, rastreamento e etc...;

5 - Taxa de carga e descarga – Nos grandes centros essa cobrança é comum e se trata de uma “máfia”, os clientes descarregam e guardam a mercadoria com mão de obra paga pelo responsável da entrega. Não há padrão de cobrança, alguns cobram por volume descarregado, outros por pallets, outros por perfil de veículo e etc...

6 - Taxa de armazenamento – Acontece quando há entregas com problemas: estoque do cliente cheio, cliente em inventário, coletas antecipadas por erro da expedição e etc.

7 - Taxa de paletização ou unitização de cargas – Cobrada pela transportadora quando o cliente exige uma paletização especial (muitos embarcadores não têm catalogado a paletização específica de todos os clientes);

8 - Taxa de coleta ou entregas em horários alternativos – Taxa cobrada quando uma coleta sem programação é solicitada, e quando o cliente tem restrições de horários diferentes do comum;

9 - Taxa de agendamento – Cada vez mais os clientes marcam dia e hora para receber a mercadoria, a transportadora por sua vez dedica um recurso para realizar o agendamento da entrega (geralmente aqui gera também taxa de armazenagem);

10 - Taxa para a devolução / digitalização dos canhotos - Devolver a mercadoria que o cliente não recebeu por problemas do cliente ou do embarcador gera essa taxa.

Outras despesas adicionais que nem sempre virão na nomenclatura de taxas alteram os custos da entrega, outro ponto é que não existe uma padronização das cobranças, e os tipos de taxas cobrada podem variar muito. Citei as 10 mais comuns, no entanto outras tantas existem na entrega urbana.

Algumas ações Possíveis
Os embarcadores devem estar atentos a todas essas taxas e ter em seu quadro gestores que saibam escolher a transportadora ideal e negociar muito bem os fretes pagos. É necessário ajustar os processos planejando a coleta, os trajetos e a entrega.

O operador logístico deve usar o veículo ideal para entregas urbanas (VUC) que permite uma maior rapidez nas coletas e entregas de cargas fracionadas (os mais novos consomem menos combustível).

Devem fazer uso de um roteirizador de ponta, ter rastreamento e acompanhamento em tempo real da entrega corrigindo roteiros, acionando motoristas no caso de acidentes ou vias congestionadas.

Até à próxima!

Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Achiles Rodrigues Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

 

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