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Problemas com a logística de distribuição ou em conseguir transporte? Saiba como resolver em sete ações simples e eficientes

 
Caminhões não ficam mais baratos, logo, o único remédio é torná-los mais produtivos. Esse é um dos desafios que permeiam a gestão da logística de distribuição.
 
Empresas e gestores sofrem para manter o equilíbrio entre custo de frete e nível de serviço. Isso por que vivemos no setor imprevisibilidades comerciais, sazonalidades, burocracias fiscais, infraestrutura deficiente, impostos e taxas exorbitantes, corrupção, falta de know how dos profissionais do setor e etc.
 
O profissional de logística tem que ser um verdadeiro maestro com habilidades para harmonizar:
 
  • O registro do pedido de vendas;
  • A armazenagem e estocagem correta;
  • A acuracidade na Separação dos pedidos;
  • O carregamento do caminhão;
  • A emissão da documentação fiscal;
  • A entrega com seus prazos e qualidade;
  • A viabilidade da logística reversa.
A este processo quando harmonizado, damos o nome de pedido perfeito ? ciclo logístico onde: desde o registro do pedido até o pós entrega ? momento em que o cliente tem todas as suas expectativas atendidas e repete à compra ?, sai como o esperado.
 
O transporte é essencial para isso…
 
Presente em todas as fases da cadeia, desde a aquisição da matéria prima até a entrega final, o transporte tem importância primária, tanto em custos quanto em qualidade.
 
Logo, ter o caminhão à disposição é vital para o sucesso de qualquer negócio, assim, focarei em sete ações importantes para garantir disponibilidade, maximizar eficiência e melhorar os custos com transporte.
 
São elas:
 
  1. Sazonalidades;
  2. No Show (falta de veículo);
  3. Ociosidade veicular;
  4. Alinhamento Comercial x Logítsica;
  5. Rastreamento e roteirização;
  6. Ineficiência do veículo transportador;
  7. Comunicação.
07 AÇÕES VITAIS PARA O SUCESSO DA LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO
 
 
1 – SAZONALIDADES
 
Sazonalidade pode acontecer dentre diferentes intervalos de tempo, isto é, existem sazonalidades dentro do dia, semana, mês ou ano, e, também em eventos especiais como copa do mundo ou olimpíadas.
 
As implicações são sempre concentração enorme de pedidos, falta de caminhões, de agendas e janelas, filas intermináveis na porta dos clientes (a prioridade é do perecível), falta espaço nos estoques, restrições de rodagem, Drop-size baixo (necessidade de mais veículos para menos entregas) e etc.
 
Trabalhar a questão da sazonalidade vai além de contratar mais veículos para realizar entregas, é preciso planejar o momento.
 
Logística custa dinheiro. Erros de logística custam clientes.
 
Neste momento as parcerias logísticas devem ser mais bem articuladas. Ou melhor, muito antes do período sazonal a negociação dos termos deveria estar em contrato, essa previsão e controle garantiriam um custo mais baixo e menor dores de cabeça comuns em apagamento de incêndios.
 
2 – NO SHOW
 
No-show é o termo usado pelas companhias aéreas para os passageiros reservados que não se apresentam para o embarque.
 
No transporte o No-show é corriqueiro e gera grande estresse operacional, principalmente quando se trabalha com TAC’s (transportador autônomo de cargas), o que se acentua em épocas sazonais.
 
Claro que o No-show pode ser um imprevisto: caminhão quebrou, motorista adoeceu, engarrafamento travou o veículo, e outros problemas.
 
Mas, independente do motivo é preciso medir a incidência do No-show e criar mecanismos de controle e “punição”, uma vez que o ônus da falta é gigantesco para uma operação viva e diária.
 
Além de previsto em contrato; tanto as contingências quanto o tempo para reposição da falta, é preciso estar preparado para contratar outro veículo em caráter spot para atender a demanda.
 
Esse veículo custará, talvez, o dobro do primeiro, por isso deve estar claro de quem será esse custo: embarcador ou transportadora responsável por atender a rota.
 
3 – OCIOSIDADE
 
Pesquisas apontam que mais de 43% da frota brasileira roda ociosa, seja sem a ocupação devida (de no mínimo 90%) ou rodando vazios em retorno ou deslocamento até o cliente embarcador.
 
Os custos da ociosidade devem ser calculados, relatórios indicadores devem ser disponibilizados e conhecidos para a tomada de decisão. Quanto maior a ociosidade; pior para os custos ? mais veículos serão necessário para atender a mesma demanda.
 
Para evitar a ociosidade é substancial:
 
  • Saber quais as principais rotas ociosas;
  • Estreitar a relação com o time comercial e dividir as oportunidades, exemplo: vendas com drop-size maior.
  • Tecnologia para gestão dos pedidos e montagem da carga aproveitando melhor a cubagem veicular;
  • Parcerias para casamento de cargas retorno;
  • Acompanhamento do carregamento;
  • Negociar prazos de entrega.
 
4 – ALINHAMENTO COMERCIAL X LOGÍSTICA
 
Logística e vendas devem estar bem entrosados. O que não é nada fácil, contudo imprescindível para o negócio.
 
O comercial deve trabalhar muito próximo da logística informando sobre: prazos de visita e entrega ao cliente, descontos, particularidade do cliente como: restrições de espaço, horários, descarga, validade do produto e etc.
 
A logística deve estar extremamente próxima do comercial: dividindo dificuldades de estoque, de mobilidade, cluster, problemas de clientes específicos, limitação e cobranças de diárias, chapas, descargas e etc.
 
5 – RASTREAMENTO E ROTEIRIZAÇÃO
 
Em grandes cidades é impossível não rastrear ou roteirizar as entregas.
 
Roteirize as entregas e coletas. Roteirização é um método de busca, da melhor sequência de visitas a um determinado número de clientes, no interior de uma zona de coleta ou distribuição, ou seja, sequência “otimizada” de entrega e coleta de produtos.
 
Rastrear os veículos, além de garantir que os motoristas respeitem a sequencia de visitas estabelecidas, auxilia no apoio nas entregas e garantem informações em tempo real aos clientes.
 
O rastreamento e a roteirização podem gerar indicadores importantes para a operação. Sem falar na possibilidade de segurança do ativo e do motorista.
 
6 – INEFICIÊNCIAS DO VEÍCULO ENTREGADOR
 
Um dos grandes vilões que onera a operação e aumenta os custos é a ineficiência dos veículos entregadores, que ao sair com um número x de entregas não conseguem terminá-las. Implicando em novo valor de frete para finalizá-los.
 
O que acontece devido à má gestão da frota, seja própria ou terceira, e, também da carteira de pedidos e entregas.
 
Como já discutido, roteirização e monitoramento são processos vitais. Entretanto, planejamento e processos bem desenhados podem inibir motoristas que enrolam, veículos que “quebram” e etc.
 
Como iniciei o texto, caminhões não ficam mais baratos, o custo fixo é imutável, mas a produtividade deve ser elevada ao máximo.
 
É preciso se debruçar sobre o tema e nunca deixar de buscar essa maximização.
 
7 – GAP’s DE COMUNICAÇÃO
 
A comunicação faz parte da vida de qualquer ser humano. Se não pudermos nos comunicar, não conseguimos repassar nossa mensagem, nem nos relacionar com outras pessoas.
 
Gestores, mais que todos, precisam saber como se comunicar muito bem evitando equívocos, mal entendidos e garantindo a entrosamento com o planejamento.
 
Os comunicados importantes como mudanças, responsabilidades, prazos, metas, rotas e qualquer outra info importante, devem chegar de forma clara e objetiva a todos.
 
Na logística de transportes e distribuição, assim como em todo o ambiente corporativo, a comunicação desempenha o mais importante papel, pois é a partir dela que todos conseguem manter o time em sintonia e conectados aos mesmos objetivos.
 
Rádios comunicadores, telefones para uso de voz, SMS, Whats-App ou qualquer outra forma de comunicação rápida deve ser disponibilizada.
 
Um exemplo claro: conseguir rastrear um veículo entregador, mas não ter condições de acionar o motorista para uma mudança estratégica e/ou para ajudar na entrega é prejudicial.
 
Invista em comunicação ? seja em treinamento ou equipamento. Os ganhos serão gigantescos.
 
***
 
Enfim, a logística de distribuição não é moleza, mas será pior se o gestor não souber quais decisões tomar ou desafios estabelecer.
 
Eficiência nos processo, controle operacional e boa comunicação com todo o time, são como uma boa canja de galinha: não faz mal a ninguém.
 
Até a Próxima!
Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Achiles Rodrigues Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

 

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