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Logística para e-commerce


Descubra como salvar a conta frete de sua empresa

Quer pagar quanto?
Você com certeza se lembra do Jargão comercial de uma famosa loja de móveis, não mesmo? Essa é também uma prática de Embarcadores e Transportadoras no momento que contratam um frete.

Não acredita? Pois bem, saiba que é uma prática muito comum no cenário do transporte Brasileiro.

Quer pagar quanto ou quanto o mercado cobra?

Como funciona
Embarcadores, quando precisam transportar uma carga do ponto A ao B, ligam para algumas transportadoras (duas ou três) e perguntam quanto eles cobram para fazer o frete (sem antes fazer contas) ou levam em conta quanto pagaram da última vez.

Transportadoras agem de igual modo, fecham negócios pautados no que o mercado cobra, ou quanto, em média, outras transportadoras cobram por quilômetro rodado.

Cautela!
Desculpem-me aqueles que ainda agem nestes moldes, seguindo o feeling de mercado, contratando fretes pelo “cheiro"”. O que quero não é tecer uma crítica – pelo contrário, quero trazer um alerta: Nenhuma operação é igual à outra.

Os veículos não são os mesmos, a estrutura de operação não é a mesma, muito menos os custos com alugueis. Salários e quantidade de funcionários diferem, o produto transportado não tem o mesmo valor agregado (tipos de carga), então porque cobrar ou pagar igual?

É preciso fazer conta
A conta frete é responsável por até 70% do custo logístico e 20% do custo total da empresa. Eis um excelente motivo para dar a devida atenção que esta conta merece.

Não é incomum ver empresas com a margem do seu produto apertadíssima por causa da logística, de igual modo, transportadoras quebrando ou abandonando o contrato porque não fez a conta correta no momento da negociação. Cada operação deve ser colocada sob análise para que se compreendam os custos.

Cada detalhe pode mudar o custo do frete: o tipo de veículo que será usado, distância a ser percorrida, frequência da carga, modelo de operação, tempo de carga e descarga, frequência de pagamento do frete, ineficiências, particularidades de clientes, região atendida (tem retorno ou não?) e etc.

Compondo um frete
Ao fazer uso de uma metodologia adequada para cálculo do custo do frete, contribui-se para formação de preços justos, tanto para empresa dona da carga quanto para o transportador. Faz-se necessário o estudo dos custos operacionais, classificando os tipos de cargas e serem transportadas e o modal ideal para o atendimento.

As despesas devem ser detalhadas em uma tabela com a divisão de custos diretos – fixos e variáveis – e os indiretos, como despesas administrativas e gerenciamento de transportes.

“Os cálculos devem abranger não apenas o mês, mas podem ser divididos por dia e hora para repassar aos clientes”.

Tarifas de composição do frete:

  • Frete peso (Se a carga for "volumosa", pode-se considerar o volume no lugar do peso): Parcela de maior relevância na composição do frete. É constituído da soma dos custos fixos e variáveis;
  • Custos fixos: Salários encargos sociais e benefícios de motoristas e ajudantes, remuneração mensal do capital, oficina, licenciamento, seguro do equipamento e a depreciação do veículo e do equipamento e etc;
  • Custos variáveis: Combustível, pneus e recauchutagens, lavagem e graxas, lubrificantes, peças, acessórios e materiais de manutenção e etc;
  • Frete valor ou ad-valorem: O Ad Valorem é calculado em cima do valor da carga. Agrega seguro na mercadoria que não está assegurada quando não está em tráfego, assegura contra riscos de acidentes e avarias;
  • (DAT) - Despesas administrativas e de terminais: São despesas indiretas: salário de diretores e gerentes, alugueis, tarifas de serviços públicos, manutenções prediais e taxas públicas, material de escritório e etc;
  • (GRIS) - Taxa de gerenciamento de risco: cobrada a partir de uma porcentagem do valor da nota fiscal, tem o objetivo de cobrir os custos do frete decorrentes das medidas de combate ao roubo de carga e prevenção do risco;
  • Taxas adicionais ou generalidades: As taxas adicionais cobradas em relação ao frete original vêm ganhando importância e é cada vez maior a sua participação no custo total de transporte, principalmente nas entregas urbanas;
  • Pedágio: Garantido por Lei. Os valores do pedágio (por perfil de veículos/eixos) da rota a ser percorrida deve ser disponibilizado no ato da coleta;

Você deve estar se questionando sobre “em que mundo o autor do artigo vive”.

Permita-me esclarecer: nem todas as cobranças e taxas são aceitas por grande parte dos embarcadores e até mesmo transportadoras. Mas, independentemente dessas divergências, os gestores precisam saber “jogar o jogo” com lucidez, sabendo exatamente quanto custa cada operação e, se é possível sobreviver tendo lucros, praticando determinado frete.

Quer pagar quanto ou quanto cobra o mercado? Essas perguntas não devem fazer mais parte do seu dia-a-dia.

Crie já sua planilha de cálculos, estude e aprenda tudo sobre a composição de fretes, “fuja do padrão de mercado” e eleve sua empresa para o status de empresa com saúde financeira estável.

Até a próxima!

Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

 

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