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9 dicas para reduzir os custos com logística e melhorar a lucratividade

Nas últimas décadas as atividades logísticas evoluíram exponencialmente do ponto de vista tecnológico. O que foi ótimo para o setor que conquistou o merecido espaço. No entanto, por mais que essa evolução seja uma das mais importantes conquistas dos últimos tempos, faz-se necessário conversar sobre gestão logística. Pois, como reza um famoso axioma da lógica popular: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Imagine um setor onde o mercado é quem “regula” as transações. Oferta e demanda é o que determina as normas do jogo e, apesar dos esforços dos órgãos que tentam regular e moralizar o setor o que vemos é quase escandaloso.

Em um cenário assim, a gestão tem que ser quase artística.

Por serem muitas as variáveis neste mercado, principalmente no que tange a cobrança e composição dos custos; cada transportadora considera aquilo que acha relevante na hora de desenvolver seus racionais: tamanho da estrutura, mark-up (margem), idade da frota, rotas, tecnologia embarcada, profissionais, demanda, retorno, modelo operacional, modal, desespero e etc.

Regras? Existem algumas, mas não são claras nem padronizadas. Certamente você está acompanhando a loucura que está o setor, principalmente depois da última greve dos caminhoneiros. O governo não consegue decidir o que fará (aguardem uma nova greve), mas não é sobre isso que quero falar.

Trarei nesse artigo práticas funcionais para potencializar os recursos e reduzir significativamente perdas e custos, no entanto, embutidos em cada uma das dicas estão muitas outras ações que mereciam um tópico só para elas, uma verdadeira riqueza.

9 dicas para potencializar os lucros e eliminar as perdas

Pegue caneta e papel. Vou te oferecer uma lista contendo 9 ações rápidas, simples, porém vitais para que você mude o cenário do seu negócio de imediato:

  1. Negocie com seu cliente: venda pedidos maiores, isso aumenta o drop size evitando que o veículo vá muitas vezes ao mesmo lugar. Encontre oportunidades para promover seu produto, acabe com a demora no recebimento, exija seus pallets de volta, negocie valores de descarga e etc.;
  2. Componha os custos corretamente: como tem negociado os fretes pagos? Pelo “cheiro”? Pelo km médio por tipo de veículo pago pelo mercado? Conhece cada parcela que compõem o frete constante naquela tabela "Mandrake" que seu fornecedor te passa: frete peso, Ad-valorem, DATs, GRIS, ICMS, taxas de coleta, pedágio, entrega, paletização, baixa de canhoto e mais umas 10 generalidades que tem lá? Cautela, hein!
  3. Meça a ociosidade dos veículos: antes de aumentar a frota verifique a ociosidade de seus veículos através de um KPI simples de ociosidade x ocupação. Como este já está pago, porque não fazer mais entregas com o mesmo veículo?
  4. Encontre parceiros: seja você embarcador ou transportadora, encontre parceiro que tenham sinergia com suas rotas, oportunidades em cargas de retorno (não é saudável rodar com veículo batendo lata, mesmo em curta distância), o mundo está globalizado, sempre há quem queira e precise dividir custos;
  5. Reveja frequência de pagamento: talvez seu transportador cobre mais caro para transportar porque seu pagamento demora mais que o normal e, você não ganha nada com isso. Esse é um ponto importante na hora de negociar os fretes, coloque na mesa uma frequência menor desde que haja algum desconto;
  6. Revise os custos com gerenciamento de riscos: revisite sua apólice, será que não precisa aumentá-la ou diminuí-la. O custo por consulta de motorista no seu gerenciador de riscos dá para baixar, ou deixar de consultar aproveitando a mesma liberação por outra empresa? Verifique também se o turnover de motoristas está alto;
  7. Revise a logística tributária ou fiscal: conhece o tema guerra fiscal entre os estados? Não? Então vale muito a pena conhecer. Quando instala uma unidade de faturamento em um local tem levado isso em conta? Existem benefícios fiscais que concedem subsídio, isenção, redução de base de cálculo, crédito presumido entre outros. Conhece a regrinha de cobrança de ICMS de estado rico para pobre e vice-versa? Tem tomado crédito dos impostos? Você vai ficar abismado com o tamanho da oportunidade que tem aqui...
  8. Revise os custos com pedágio: você paga com inserção via TAG, cartão de operadoras ou em dinheiro? Tem alguém em seu time que faz a gestão das rotas e passagens dos motoristas? Paga por fração de 100 kg no frete fracionado e nem sabe se para onde manda sua carga existe ou não o pedágio, não sabe fazer a conta? Tem grana indo pelo ralo aí...
  9. Faça gestão com gente honesta: Nem sempre temos coragem de falar o que acontece no dia-a-dia da logística, claro que não posso generalizar, pois tem muita gente do bem, contudo é muito comum ver presentinhos rolando para garantir o carregamento, BID de fachada para inglês ver, direcionamento dos filés para quem é “amigo” enquanto que não é tão amigo só roí o osso. Essas práticas são prejudiciais para a categoria, para o mercado e para a empresa. Contrate gestores de alto nível e que sejam éticos; que tenham reputação, ou...

Posso oferecer uma dica extra? Sempre gostei de entregar mais que o prometido, está no DNA (espero que aplique isso também em sua logística):

Dica extra: avalie a rentabilidade dos produtos ou operações! Conhecer a rentabilidade de cada produto ou serviço é essencial. Controlar o retorno financeiro (margem) e cada componente do custo para manter funcional um produto ou operação garantirá que sua empresa não invista dinheiro e energia à toa. Se não for um investimento que faça sentido do ponto de vista marketing ou que ajude a vender outros produtos, renegocie imediatamente, decline do serviço ou descontinue o produto.

Até a próxima!

Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

 

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