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10 Ações eficazes para maximizar a produtividade, reduzir os custos e inovar na armazenagem logística

 
O mundo mudou. Ou melhor: o mundo está em constante mudança e, dentro deste fenômeno às vezes não nos apercebemos de todas transformações.
 
A tecnologia está melhorando a vida e a forma de viver. Na logística, a tecnologia da informação passou a ser fundamental para o êxito do negócio, possibilitando o alinhamento estratégico e importante vantagem competitiva e, não apenas em aspectos físicos como transporte e armazenagem, mas de informações gerenciais.
 
Relevante para encontrar oportunidades, driblar a concorrência, estreitar relacionamento com o cliente e prever intempéries futuras.
 
A necessidade de atender demandas cada vez maiores em espaços de tempo cada vez mais reduzidos, alcançando os níveis de serviços estipulados, ao menor custo possível, garantindo a satisfação de clientes e fornecedores gerando repetições cada vez maiores e mais frequentes é o que se espera de um negócio de sucesso hoje.
 
Como alcançar estes patamares?
 
A aquisição de novas tecnologias para propulsão da produtividade, assertividade na operação e otimização dos custos faz-se necessário, assim a automação na logística pode ser o caminho, eu disse ? pode ser, porque não é só isso.
 
Existem ações que antecedem essa decisão e se não forem estrategicamente pensadas e operacionalizadas a automação não alcançará o esperado.
 
“VEJAMOS ALGUMAS DELAS EM 10 AÇÕES EFICAZES QUE DEVEM SER LEVADAS EM CONTA NA SUA LOGÍSTICA INBOUND”
 
1) O PAPEL ESTRATÉGICO DA ARMAZENAGEM
 
O armazém é estratégico e tem um papel fundamental no atendimento de toda a cadeia. É o elo entre fornecedor e fábrica no inicio da produção e com o canal de distribuição pós-produção. 
 
A palavra armazenar representa um verdadeiro complexo de atividades inerentes ao conjunto de operações logísticas. De maneira conceitual, o armazém existe para proporcionar um estoque pulmão, no local onde for necessário.
 
Contudo, é importante mencionar que a armazenagem não agrega valor ao produto, pelo contrário, ela representa porcentagem significativa no seu custo (o que veremos em outro tópico).
 
Então, por que se faz estoque?
 
Para suportar as incertezas da demanda dos consumidores e do suprimento de produtos por parte de fornecedores.
 
Embora hoje em dia se perceba o avanço em tecnologia de controle e técnicas de redução de inventários, a armazenagem ainda se mostra necessária.
 
Casos em que, para atender as demandas (busca ou procura de um produto ou serviço no mercado), as empresas precisam de estoques á médio ou longo prazo. Assim, esse processo ocorre, em teoria (entre outras razões), para melhorar o atendimento aos consumidores, reduzir custos de fretes e otimizar custos de produção...
 
...Uma ferramenta de grande importância para a competitividade de uma organização.
 
No desenho logístico deve ser levada em conta a disponibilização do produto de forma mais rápida, rentável ao negócio e barata ao cliente; deslocar o estoque para próximo dele pode ser uma das alternativas a serem consideradas.
 
“Em síntese, o estoque funciona como ‘mecanismo” regulador da cadeia de suprimentos, que é formada a partir de relacionamentos com pares individuais.
 
2) LOCALIZAÇÃO DO ARMAZÉM
 
Definir a localização de um centro de distribuição pode parecer simples, mas não é. Uma infinidade de fatores devem ser levados em conta, aqui trataremos de pontos importantes, mas ao operacionalizá-los, esses, merecem aprofundamento.
 
Já presenciei escolha geográfica de centro de distribuição da seguinte maneira:
 
? Tá vendendo naquela região, vendendo quanto, tem espaço pra crescer mais? Então manda fulano encontrar um galpão lá e pode colocar um CD.
 
Essa decisão não pode ser por feeling, e sim baseada em análises; envolvimento e o comprometimento de todas áreas do negócio.
 
Pontos a serem identificados:
  • Onde estão as principais fontes de fornecimento e os principais pontos consumidores;
  • O lucro de determinada região ou acessibilidade mais fácil para transportes;
  • Identificar os custos de aquisição de mão de obra e equipamentos;
  • Locação de imóvel;
  • Considerar custos de fretes proporcionais às distâncias percorridas;
  • Sistema tributário (ICMS);
  • Benefícios fiscais - As variações de alíquotas e os benefícios resultantes da guerra fiscal.
 
3) ESPAÇO NECESSÁRIO DO ARMAZÉM
 
O tamanho do armazém é uma decisão tão estratégica quanto a escolha da posição geográfica.
 
Ao dimensionar o tamanho e suas características operacionais devem ser respondidas algumas perguntas:
 
  • Quais serão os volumes movimentados?
  • Estes estão em toneladas anuais, mensais ou semanais?
  • As cargas que chegam ao armazém são paletizadas ou a granel?
  • Qual a frequência de chegada de produtos ao armazém?
  • O giro dos estoques é conhecido?
  • Quais as características do produto, peso por caixa, alturas máximas de empilhamento, unitização por palete e etc.;
  • Que tipo de estrutura de armazenagem melhor atende ao produto, conforme o giro?
Informações como essas, bem como um planejamento estratégico de crescimento para os próximos 5 ou 10 anos determinarão o tamanho da área necessária.
 
Outros pontos a considerar:
  • A armazenagem será verticalizada?
  • Qual o pé direito ideal?
  • Que tipos de equipamentos serão utilizados?
  • Qual o espaçamento das ruas para movimentação?
  • O que determina as normas de segurança e corpo de bombeiros?
  • Com será a área de Picking?
  • Qual o tamanho ideal da área de Recebimento e expedição?
Como deve ter percebido, são muitas as informações e, depois de recolhê-las é calcular o seu modelo ideal.
 
A boa notícia é que existem padrões no mercado que podem ser consultados e usados como benchmark, mas lembre-se, sua operação é única, cuide dela com dedicação.
 
4) IMPACTO DA ARMAZENAGEM NO CUSTO LOGÍSTICO
 
A Armazenagem define-se como sendo o conjunto de atividades para manter fisicamente estoques, ligados diretamente a questões de localização, dimensionamentos de área, arranjo físico, alocação de estoques, projeto de docas e configuração dos armazéns. Tecnologia de movimentação interna, estocagem e sistemas.
 
Nos custos do armazém está, entre outros custos:
  1. Custo de capital investido;
  2. Custos com pessoal envolvido (salários e encargos sociais);
  3. Custo de ocupação - aluguéis, impostos, seguros, energia elétrica, água, telecomunicações, segurança, limpeza e etc.;
  4. Manutenção dos ativos e depreciação de equipamentos de movimentação e instalações;
  5. Logística reversa;
  6. Embalagens;
  7. Níveis de Inventários;
  8. E de alguma forma o transporte.
No Brasil, a armazenagem vem crescendo em representatividade nos custos logísticos, tendo chegado a mais de 24% dos gastos com logística. Talvez por conta do custo e/ou falta de “habilidade” para gestão a maioria das empresas terceirizam a armazenagem entregando-a a operadores logísticos.
 
5) POLÍTICA DE ESTOCAGEM
 
A decisão sobre a politica de estoque deve ser bem alinhada com o financeiro, vendas, marketing, manufatura, aquisições, logística e qualquer outro setor corresponsável.
 
A politica de estoques nas empresas tem grande importância para um fluxo de materiais, onde seja garantido o bom atendimento ao cliente final sem que haja desperdícios e estoques excedentes ao longo do processo.
 
As reduções de estoques devem ser feitas de forma criteriosa, mantendo o nível de serviço adequado a operação. Esta forma ponderada de se empenhar pouco capital em estoque e manter o nível de serviço adequado aos clientes é o trade off básico da gestão de estoques.
 
Em síntese a política de estoque deve ser bem discutida, pautada em uma estratégia bem definida.
 
6) MÉTODO DE CLASSIFICAÇÃO DE PRODUTOS
 
Todo o sistema logístico está focado no produto, ele é o centro do foco do projeto. Esse, o Produto, é detentor de um conjunto de características que podem ser manipulados pelo profissional de logística, que, quando bem manipulados, geram um diferencial competitivo.
 
O produto é formado de uma parte física e de uma parte intangível. A parte física é composta do material, volume, peso, forma geométrica, desempenho e durabilidade. A parte intangível é composta pelo serviço pós venda, pela reputação, pela satisfação proporcionada e pela assistência.
 
Na logística, a Curva ABC é comumente usada para controlar os estoques. Existem produtos que são mais importantes que outros e precisam ser tratados como tal.
 
Os itens no estoque podem ser classificados segundo alguns critérios: giro do produto, proporção sobre o faturamento, margem de lucro, custo do estoque, ou outro parâmetro escolhido.
 
A curva ABC, também conhecida como 80/20 ou curva de Pareto (O Princípio de Pareto (regra 80/20) como Ferramenta de Gestão), é um importante instrumento para o planejamento do sistema logístico por possibilitar uma classificação extremamente útil de todos os produtos manipulados (seja na estocagem, no transporte, na produção ou até nas vendas) em três categorias bem distintas:
 
  1. Tipo A: são os produtos mais relevantes – poucos e vitais;
  2. Tipo B: são os produtos intermediários;
  3. Tipo C: são os produtos restantes – muitos e triviais;
 
7) ENDEREÇAMENTO DO ARMAZÉM
 
O sistema de endereçamento e localização do armazém indicando cada posição do estoque tem um papel importantíssimo. Um bom endereçamento é aquele que qualquer pessoa que entre no estoque consiga localizar o item, sejam colaboradores efetivos ou temporários, contratados em momentos de pico/épocas sazonais.
 
Segundo João Alves Neto, (Diretor da Planner Etiquetas Especiais) a ideia básica é desenvolver uma forma de simples orientação geográfica acompanhada por farta sinalização, de modo a evitar que uma pessoa precise fazer cálculos para localizar-se no CD ou sinta qualquer outra dificuldade.
 
Com facilidade para movimentar-se no armazém, o funcionário tem clareza dos locais onde deve guardar e retirar mercadorias, o que diminui muito os erros de endereçamento e mantém consistentes as informações físicas e dos sistemas de informação, como as ferramentas de gerenciamento de armazéns (WMS, da sigla em inglês).
 
A forma como as cidades identificam as moradias aplica-se, de forma análoga, aos endereços dentro de um armazém: ruas, números de casas e edifícios, andares e números de apartamentos são perfeitos para identificar corredores (ruas), módulos (edifícios), nível (andar) e vão (apartamento).
 
Essa analogia com a vida das pessoas deixa o sistema muito conveniente para a localização das posições de armazenamento, pois já faz parte da cultura dos colaboradores.
 
Um princípio importante no conceito de endereçamento de armazéns é evitar o uso de letras. Estas são limitadas, confusas e não fazem uma referência direta de localização em nossa mente. Por exemplo, se uma pessoa estiver na rua 4 e precisar direcionar-se até a rua 14, imediatamente ela sabe que precisará deslocar-se dez ruas. Mas, se estiver na rua “D” e precisar ir até a rua “O”, quantas ruas terá de deslocar-se? O cálculo fica muito mais demorado.
 
Além disso, o uso de informações apenas numéricas facilita a identificação em código de barras, muito utilizado em conjunto com coletores de dados e WMS).
 
8) SEPARAÇÃO DE PEDIDOS
 
A atividade picking ou separação de pedidos pode ser definida como a responsável pela separação e preparação dos pedidos. Essa é uma das mais importantes atividades do fluxo de materiais porque consome uma grande parcela de recursos;
 
Dependendo do tipo do armazém, o custo da mão-de-obra, equipamentos e tecnologia podem representar de 40% a 60% do custo operacional.
 
Junto ao custo, o tempo dessa atividade influi entre a recepção de um pedido do cliente e a entrega correta dos produtos, não esquecendo a importância dos acertos na retirada do item correto, em quantidades conformes, etc.
 
Algumas perguntas importantes devem ser respondidas:
  1. Como organizar minha atividade de Picking, que estratégias adotar?
  2. Picking Discreto,
  3. Picking por zona,
  4. Picking por lote ou
  5. Picking onda?
  6. Faz sentido conciliar o picking com outras atividades como o recebimento de produtos e a expedição?
  7. O separador deve coletar um produto de cada vez da lista de pedidos, ou pegar vários produtos em uma só coleta?
  8. Quantos separadores devem ser designados para completar apenas um pedido?
  9. Cada pedido é trabalhado por apenas um separador, ou teremos vários trabalhando em um mesmo pedido?
  10. Períodos para agendamento: quantas janelas para a organização dos pedidos devem ser feitas em um turno?
É preciso definir que mecanismos adotar para a separação de pedidos: sejam caixas ou itens industriais, feito em separação manual a automática? Tipos, sistemas, métodos e processos de separação de pedidos, incluindo diagnósticos para aumentar a produtividade.
 
9) DIMENSIONANDO O NÚMERO IDEAL DE DOCAS PARA RECEBIMENTO E EXPEDIÇÃO
 
O dimensionamento do número de docas para suportar as operações de inbound e outbound é parte substancial do armazém. Se os cálculos não forem bem feitos toda a operação poderá sofrer atrasos perdas na recepção e expedição de mercadorias.
 
Ao dimensionar as operações de recebimento e expedição é preciso contemplar o pico de carregamento e recebimento estimado do período de operação e também a previsão de crescimento de 5 a 10 anos.
 
É importante conhecer:
  1. A quantidade de veículos recebidos ou expedidos;
  2. Os tipos de veículos (van, truck, toco, carreta (aberta ou fechada), rodotrem, etc.);
  3. O tempo necessário para carga e descarga dos produtos (giro de docas) e a quantidade de paletes manuseadas rotineiramente na operação;
  4. Os tipos de cargas recebidas: o recebimento de cargas a granel requer paletização dos produtos antes da armazenagem, fazendo com que haja necessidade de área maior para esta atividade;
  5. Se for existir uma operação crossdocking (local onde a mercadoria não é estocada e sim preparada para o carregamento de entrega);
  6. Nas operações de vendas pela Internet ocorrem muitas devoluções, o que acaba requerendo uma grande área para o recebimento.
Assim, o tipo, frequência, tamanhos, quantidades de embarques por destino e carregamento de veículos (ou descarregamento no caso de operações de recebimento) irão influenciar nos requerimentos das áreas das docas.
 
O método mais simples para cálculo de quantidade de docas requeridas em uma instalação baseia-se no giro das docas. Por exemplo: se a empresa espera receber 20 veículos por dia, em um turno de 8 horas e os veículos se mantêm em média 3 horas e meia no armazém, a doca só poder ser usada 2 vezes ao dia Neste caso seriam necessárias 10 docas.
 
10) TECNOLOGIAS À DISPOSIÇÃO, AUTOMAÇÃO, INOVAÇÃO DOS PROCESSOS LOGÍSTICOS  e AUMENTO DE PRODUTIVIDADE
 
É essencial a introdução de soluções logísticas automatizadas que resultam em processos dinâmicos, com redução de tempo e erros, ou seja, que tornem os processos operacionais mais inteligentes de ponta a ponta.
 
O que está à disposição para automação?
  • Infraestrutura física (robôs, transportadores, transelevadores, etc.);
  • Controle do estoque (Softwares e hardwares);
  • Coletores para separação e conferência;
  • Estruturas dinâmicas e inteligentes;
  • Esteiras;
  • Sistemas de identificação por radiofrequência (RFID), para captar informações sobre determinada carga, como lote, produtos armazenados e validade, traduzindo a informação em questão para sistemas de gestão próprios das empresas;
  • Câmeras de monitoramento;
  • Processamento dos documentos;
  • Agendamento da entrega e recebimento de uma carga;
  • Comunicação com os sistemas da Receita Federal;
  • Pesagem;
  • Identificação biométrica de profissionais no local;
  • Posicionamento da carga no pátio;
  • Cobrança dos serviços de forma automática.
***
Tecnologias estão sim à disposição para inovar, melhorar acuracidade de inventário, aumentar produtividade, evitar roubos e erros, melhorar os níveis de serviços deixando sua logística competitiva e melhorando suas margens.
 
Conhece a expressão?
“O olho do dono é o que engorda o gado”?
Citei a frase para ilustrar a necessidade vital da gestão. É obvio que em operações cada vez maiores e dinâmicas, não é possível que alguém esteja em todos os lugares ao mesmo tempo. Ou talvez seja?
 
Claro que a tecnologia nos garante controle dos processos e até a movimentação de pessoas e de nosso produto, mas ter gestores e funcionários que tenham um cuidado e sentimento de dono pelo negócio é fundamental.
 
A guerra se vence na trincheira e são as pessoas que garantirão o sucesso do seu negócio, então se encarregue de estar rodeado das melhores.
 
Até a próxima!
Achiles Rodrigues

Por Achiles Rodrigues

Achiles Rodrigues Possui mais de 16 anos de atuação em logística, transportes, processos e pessoas. É professor de liderança e criatividade e um entusiasta do mundo digital. É graduado em administração de empresas, Teologia e pós-graduado em MBA Logística e Supply Chain.

 

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