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Os cinco maiores desafios das frotas comerciais

Publicado em 17/09/2014

* Por Ricardo Albregard

Como já disse Thomas Friedman, o mundo é plano e uma das consequências da globalização é o crescimento exponencial nos transportes. Porém, não só em âmbito internacional, dentro de um País ou de uma cidade, a questão da mobilidade de mercadorias ou de prestadores de serviços é um fator crítico para o sucesso de uma corporação e, também, para a qualidade de vida dos trabalhadores e cidadãos. A gestão de frotas está, portanto, no cerne da competitividade empresarial e da boa prestação de serviços públicos, e que enfrenta desafios igualmente importantes.

O primeiro deles, obviamente, é a redução de custos. A boa notícia aqui é que um trabalho profissional de gestão de frotas permite um corte de cerca de 20% nas despesas. Mesmo diante da contínua pressão por mais economia, é possível apresentar melhorias graças ao maior controle e conhecimento dos detalhes do que se passa com a frota, o que permite intervenções pontuais certeiras, seja na manutenção ou na definição de rotas, apenas para citar alguns itens.

O segundo desafio, fortemente atrelado ao primeiro, é a questão do custo dos combustíveis. Frotas leves e modernas tendem a ser flex, gerando a constante necessidade de definir o melhor combustível a utilizar. Já existem fórmulas que nos permitem calcular quando o etanol deixa de ser competitivo. No entanto, elas não incluem o fator ambiental, como as emissões dos gases causadores do efeito estufa, que é o terceiro maior desafio dos gestores de frotas. Embora o mercado oficial de créditos de carbono esteja estagnado, crescem as iniciativas voluntárias, mantendo a substituição dos combustíveis fósseis por alternativas mais verdes, como uma medida interessante, também, do ponto de vista econômico.

Porém, a questão dos combustíveis vai além do tipo de líquido que é colocado no tanque. Sua economia passa tanto pela gestão da frota, quanto pelo sistema, ou seja, pela definição eficiente de rotas para reduzir sua ociosidade e o tempo em cada operação, e como indivíduos, analisando o comportamento um a um de cada veículo. Nesse ponto, a busca pela redução de custos com combustíveis atende, também, o quarto desafio, que é combater uma depreciação excessiva do ativo. Como o avanço tecnológico torna a idade da frota um fator crucial para a economia das operações, sua renovação precisa estar, constantemente, nos planos da empresa.

O custo alto desse investimento não permite dispensar o potencial de amortização que se encontra no valor da atual frota: quanto melhor seu estado de conservação, melhor  o valor da revenda. Se a manutenção é fator-chave aqui, sozinha, não dá conta do recado. Imagine dezenas, centenas de veículos dirigidos por vários perfis de personalidade: mais calmo, agressivo, apressado, confiante, que o acaso nos protegerá. Cada um terá um desgaste diferente, alguns acima do esperado. É a gestão profissionalizada da frota que permite conhecê-los, mediante relatórios de gestão e, consequentemente, treiná-los adequadamente.

Ainda no quesito renovação, os relatórios de gestão podem ser peças fundamentais na decisão de novos modelos a serem adquiridos. Veículos menores consomem menos combustível, por isso tendem a ser cogitados na hora da renovação. Porém, dados sobre rotas, quantidade de viagens e de manutenções poderão indicar uma eventual sobrecarga que, ao longo da operação, implica em despesas indiretas maiores.

O quinto desafio e, certamente, o mais importante é a segurança dos motoristas. Além da questão humanitária, a redução na taxa de acidentes afeta o tempo de inatividade e as despesas da operação. Baixar a taxa de acidentes ajuda a obter melhores taxas de seguro e aumentar as franquias. Os programas de segurança das empresas beneficiam-se muito dos relatórios de gestão, por meio dos quais é possível identificar padrões de comportamento dos motoristas e das rotas.

São grandes e importantes desafios, mas todos podem ser superados mediante o controle e a informação propiciados por uma gestão profissionalizada. Estamos falando de uma atividade sofisticada e baseada em muita tecnologia. Entretanto, não podia ser diferente, uma vez que estamos falando daquilo que, literalmente, move a economia em todo o mundo.

* Ricardo Albregard é presidente da Associação de Gestão de Despesas de Veículos (AGEV)

 

 

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