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A arte de se reinventar em um mercado tradicional

*Por Carlos Campos

Em um cenário de intensa competitividade, as empresas desejam encontrar algo que as diferenciem dos concorrentes. Contudo, nem sempre os empresários estão dispostos a realizar mudanças e promover inovação em seus negócios. Esse é o dilema enfrentado, atualmente, pelos fornecedores de tecnologia para a área de Supply Chain, no Brasil. Por trabalharem com grandes corporações, há o receio de mudar, o que leva à frequente manutenção de modelos que já não funcionam mais.

Realmente, não é fácil realizar alterações na gestão, em um segmento tão tradicional. Entretanto, elas podem ser justamente o ponto de partida para o surgimento de novos negócios. Uma pesquisa da IFS, empresa de software de gestão empresarial, indica que 93% dos formadores de opinião do setor de Tecnologia da Informação (TI) estão abertos a mudanças e as veem como oportunidades. Ou seja, é uma ótima chance para realizar correções de rota ou, até mesmo, reformular.

Esse é um dos fatores que explica o sucesso de modelos disruptivos em diversas áreas, como Uber, Netflix, Airbnb, entre outras. Hoje, a pessoa não procura um produto ou serviço apenas pelo preço, mas também pela experiência que aquela solução traz para a sua vida ou empresa.

Uma fornecedora de soluções para a gestão da cadeia de suprimentos também precisa ter essa ideia em mente. Antes de pensar nas vendas, é essencial trabalhar pelos ganhos e resultados de seus parceiros, nem que para isso seja necessário rever a própria estrutura organizacional.

Até porque nesse segmento, por exemplo, os fornecedores concentram-se apenas na parte tecnológica e desconhecem as peculiaridades que a área exige. Assim, por mais que eles apresentam soluções robustas, não possuem o conhecimento necessário para atender às demandas específicas das corporações. Assim, acabam reproduzindo as mesmas práticas já consolidadas. Não adianta ter inovação tecnológica sem a criatividade e know-how na gestão do negócio, ou vice-versa.

Atualmente, as empresas desejam ser reconhecidas como inovadoras e criativas, mas são poucas as que realmente merecem esses adjetivos. Não se faz algo novo sem realizar mudanças estruturais dentro da própria cultura da empresa e, tampouco, esse processo é rápido. Inovação não tem a ver apenas com tecnologia, mas também com os valores e a missão da organização. Só assim é possível ficar à frente dos concorrentes e estar antenado com as necessidades dos clientes.

*Carlos Campos é sócio-diretor da Nimbi, empresa de soluções para a cadeia de suprimentos, que possui mais de 16 anos de experiência em Supply Chain. Em 2015, a plataforma de e-Procurement da Nimbi foi responsável por aproximar mais de 30 mil empresas, controlar 3,5 milhões de cotações e pedidos, e transacionar R$ 10,6 bilhões.

 

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